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Para ver Enem, Bolsonaro tem que mudar segurança das provas, diz Rossieli

Renato Costa/Estadão Conteúdo
Imagem: Renato Costa/Estadão Conteúdo

Da Agência Brasil*

27/11/2018 15h43

O ministro da Educação, Rossieli Soares, disse nesta terça-feira (27) que procedimentos de segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão que ser revistos caso o presidente eleito Jair Bolsonaro queira ter acesso ao exame antes dele ser aplicado. "Se o presidente eleito vai ou não vai ver a prova, caberá a eles, a partir de 1º de  janeiro, entender qual o modelo de gestão [que adotarão]".

"Nós entendemos, inclusive por questão segurança das próprias autoridades, que cabe às equipes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fazerem a gestão da prova. Na nossa gestão, eu não olhei, e pelo que sei, outros ministros também não olharam. Falo de ministros, não falo nem presidente, que também não olharam a prova", enfatizou Soares.

O ministro explicou que a prova, após elaborada, fica em uma sala-cofre e só deixa o local para ser levada para a gráfica, escoltada por policiais federais. "Existe um processo, um procedimento, que precisará ser revisto para que isso [Bolsonaro veja o exame] aconteça, mas caberá a eles a partir de 1º de janeiro".

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Após o primeiro dia de provas do Enem 2018, Bolsonaro fez críticas ao exame. Ele condenou uma pergunta sobre o "dialeto secreto" utilizado por gays e travestis. A prova mostrou um texto sobre o "pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis" e questionava os estudantes sobre os motivos que faziam a linguagem se caracterizar como "elemento de patrimônio linguístico". Professores ouvidos pelo UOL defenderam a questão formulada no exame.

O pesselista criticou a questão abordando o mundo LGBT e disse que, no seu governo, o Enem não terá questões de teor semelhante. "Não vai ter questão dessa forma no ano que vem porque nós teremos acesso à prova antes", prometeu.

Em evento nesta segunda-feira (26) em Londrina, o futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que não impedirá o presidente eleito de atestar a qualidade das provas, pois, segundo ele, é bom que o presidente se interesse pelo exame.

* Com informações do UOL

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