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UFF fala em "consequências graves" por corte de 30% na verba

Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

2019-04-30T16:55:04

2019-04-30T17:31:41

30/04/2019 16h55Atualizada em 30/04/2019 17h31

A UFF (Universidade Federal Fluminense) informou hoje, por meio de nota, que constatou um bloqueio de 30% dos recursos para manutenção das atividades da instituição pelo MEC (Ministério da Educação). A universidade conta com 131 cursos (125 deles presenciais) e tinha, em 2017, mais de 47 mil alunos matriculados.

A confirmação vem após uma declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que o MEC irá cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e estiverem promovendo "balbúrdia" em seus campi. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada hoje, Weintraub citou três instituições como alvo dos cortes: UFF, UnB (Universidade de Brasília) e UFBA (Universidade Federal da Bahia).

No texto, a UFF diz não ter sido comunicada oficialmente da decisão do MEC e fala em "consequências graves" para o pleno funcionamento da universidade caso a medida seja confirmada. A universidade afirma, ainda, que recebeu a notícia do contingenciamento pela imprensa. A instituição conta com unidades acadêmicas em Niterói e em pelo menos oito municípios do interior do estado do Rio.

A verba bloqueada, segundo a UFF, é utilizada para o pagamento de bolsas e auxílios a estudantes, energia, água, luz, obras de manutenção, pagamento de serviços terceirizados de limpeza e segurança.

"A UFF é hoje uma das maiores, mais diversificadas e pujantes universidades do país, prezando pela excelência em todas as áreas do conhecimento. A qualidade da UFF é atestada pela pontuação máxima (5) no conceito institucional de avaliação do MEC e temos o maior número de alunos matriculados na graduação entre todas as universidades federais", diz o texto.

No documento, a UFF afirma que exerce com responsabilidade a proteção do patrimônio público e das pessoas, defendendo com "firmeza" o princípio constitucional da livre manifestação do pensamento, "com tolerância e respeito à diversidade e à pluralidade".

A instituição lembra, ainda, que é a 16ª colocada no RUF (Ranking das Universidades do Brasil), realizado pela Folha de S. Paulo com quase 200 universidades.

"Faremos todo o esforço institucional ao nosso alcance para demonstrar ao Ministério da Educação a necessidade de reversão dos cortes anunciados", informa o comunicado.

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