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UFPB e UFRN já emitem diplomas digitais, diz MEC

O ministro da Educação, Milton Ribeiro - Isac Nóbrega/PR
O ministro da Educação, Milton Ribeiro Imagem: Isac Nóbrega/PR

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

16/12/2020 12h13Atualizada em 16/12/2020 15h52

Duas universidades federais brasileiras começaram a emitir diplomas em formato digital, informou hoje o MEC (Ministério da Educação): a UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

O ministério anunciou ainda a criação de um portal nacional para verificação da autenticidade desses documentos, que deve estar disponível até o fim do primeiro semestre de 2021.

A emissão dos diplomas digitais em ambas as universidades teve início no mês de dezembro e acontece em parceria com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). O diploma digital foi criado pelo MEC em 2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Desde então, a pasta vinha trabalhando nas adequações das regras para a emissão dos documentos.

Naquele ano, a UnB (Universidade de Brasília) passou a emitir diplomas digitais por meio de um sistema próprio. A instituição diz ter sido a primeira a adotar esse formato e afirma que, desde então, mais de 17 mil diplomas digitais já foram emitidos.

As instituições de ensino superior do país têm até o fim de 2021 para se adequar a esse processo. De acordo com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a adoção ao sistema de emissão de diplomas digitais acontecerá primeiro com as universidades e institutos federais de ensino. Depois, o sistema deverá ser ofertado às instituições privadas.

Ao participar de um evento sobre a iniciativa na manhã de hoje, Ribeiro citou o uso de diplomas falsos na área da medicina. "Desde que cheguei aqui, pensei em uma forma de que isso [a verificação de diplomas] pudesse acontecer de maneira plena e que não tivéssemos médicos atendendo pessoas por 6 meses ou 1 ano para que depois descobrissem que o diploma é falso", disse.

O ministro afirmou ainda que, com os diplomas digitais, haverá redução do tempo e do custo para a emissão do documento. O MEC não divulgou os valores investidos na elaboração das plataformas para emissão dos diplomas digitais e para a validação dos documentos.

Em dezembro de 2019, a pasta estimou que mais de 8,3 milhões de alunos devem ser beneficiados com a medida. "São cerca de 250 mil formandos por ano só nas instituições federais de ensino superior", disse hoje o diretor-geral da RNP, Nelson Simões.