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Bolsonaro minimiza bullying: 'no meu tempo gordinho batia em todo mundo'

Jair Bolsonaro disse que  - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro disse que Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

23/02/2021 11h49Atualizada em 23/02/2021 12h01

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), minimizou a ocorrência de bullying em escolas durante conversa com apoiadores hoje, na frente do Palácio da Alvorada. De acordo com Bolsonaro, na sua época o "gordinho batia em todo mundo" e não era vítima.

O presidente fez o comentário ao ouvir um apoiador contar que gostaria de apresentar uma "oferta" para combater o bullying nas escolas militares, com a confecção de camisetas sobre o tema.

"Acabar com o bullying?", disse, repetindo a expressão do apoiador. "No meu tempo não tinha bullying, o gordinho batia em todo mundo. Agora o gordinho é vítima. O pau cantava, que mudança para pior o mundo está dando. Bullying? Pelo amor de Deus", completou.

Após a intervenção de Bolsonaro, o apoiador mudou o rumo da conversa, dizendo que o projeto pretendia também levar a educação física desde cedo para as escolas, com a implementação de tapetes de tabuada na prática.

O presidente da República frequentemente defende uma educação voltada para a área de exatas, repetindo que crianças saem da escola sem dominar contas básicas.

O bullying é um termo usado para se referir a um comportamento repetido de violência, que pode ser verbal, física e psicológica, contra crianças e adolescentes. Educadores colocam o combate à prática como um dos grandes desafios em escolas, uma vez que as consequências para quem sofre as agressões podem ser duradouras.

"Estou sendo processado por causa da cloroquina"

Na conversa, Bolsonaro também comentou a notícia-crime apresentada pelo PDT pela indicação do uso de cloroquina no tratamento do novo coronavírus. Nesta semana, a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber enviou à PGR (Procuradoria-Geral da República) a notícia-crime contra o presidente.

Ao ouvir um apoiador falando sobre um remédio fitoterápico que poderia ter efeito no combate à covid-19, Bolsonaro interrompeu e disse que não iria fazer mais recomendações.

"Se eu falar? Estou sendo processado por causa da cloroquina? é o Brasil. Quem tomou cloroquina, eu tomei, no dia seguinte estava bom. Porque eu falei isso? Médico tem essa liberdade, médico na ponta de linha diz que vai ser receitado uma vez não havendo remédio específico para aquela coisa", disse.

Estudos mostram que a cloroquina não tem eficácia contra a covid-19. Ainda não há um remédio com eficácia comprovada para o tratamento da doença.