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Unicamp: Direitos humanos e fake news sobre vacina são abordados na 2ª fase

Candidatos responderam questões de matemática, ciências humanas e da natureza, além de perguntas específicas - Divulgação/Assessoria de Comunicação Comvest
Candidatos responderam questões de matemática, ciências humanas e da natureza, além de perguntas específicas Imagem: Divulgação/Assessoria de Comunicação Comvest

Do UOL, em São Paulo

10/01/2022 21h29Atualizada em 11/01/2022 12h23

O último dia da segunda fase do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentou temas atuais aos estudantes como a pandemia do coronavírus e fake news sobre a vacinação. Em geral, os professores ouvidos pelo UOL avaliaram positivamente as provas.

Hoje, as perguntas foram voltadas para matemática, ciências humanas e da natureza, além de questões de conhecimentos específicos. Ontem (9), os participantes escreveram uma redação e responderam questões de português, literatura e inglês — a prova apresentou temas como xenofobia e genocídio.

Em biologia, Guilherme Francisco, professor da disciplina no Curso e Colégio Objetivo, avaliou a prova como equilibrada. "Questões simples, com definições, conceitos básicos, mas também perguntas mais aprofundadas", disse.

Para ele, o destaque estão nas perguntas que envolveram a realidade do Brasil como biomas, desmatamento, a pandemia do coronavírus. Um das questões apresentava uma fake news sobre a vacina CoronaVac e falava da eficácia do imunizante com o surgimento de variantes. "Teve toda uma contextualização da prova de biologia com os temas atuais", analisou Francisco.

As questões de geografia também abordaram a pandemia, fazia uma comparação com epidemia e pandemia, além de associar a crise com o capitalismo e neoliberalismo. Eduardo Britto, também professor do Objetivo, contou também que a prova trouxe como a "problemática das terras indígenas, crise na Ucrânia".

"Mostrando mais uma vez a alta complexidade que [a Unicamp] tem exigido nos últimos anos. Uma diversificação de temas, abordando geografia geral e do Brasil", analisou Britto.

A Comvest, comissão responsável pela organização e aplicação do vestibular da Unicamp, informou que a taxa de abstenção ficou em 13,5%. No ano passado, o total de faltosos da segunda fase ficou em 8,8%.

Na parte de física, o professor Ricardo Helou Doca, do Objetivo, disse que sentiu falta dos temas de ótica e ondulatória. O conteúdo de mecânica dominou as questões.

A prova de ontem e hoje manteve uma tendência da Unicamp de analisar os problemas atuais, altíssimo nível, muito bem elaborada, que exigiu formação ampla e profunda dos vestibulandos"
Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Curso e Colégio Objetivo

História

Analítica e difícil. Desta forma que o professor de história Ricardo Di Carlo, do Objetivo, classificou a prova da disciplina. Segundo ele, uma das questões apresentou os impactos econômicos dos "excluídos da história", como índios, negros.

Sair da "história convencional", segundo o educador, é uma tendência da Unicamp, que tem valorizado nas últimas provas o "olhar social". A prova também trouxe questões de direitos humanos, o massacre do Carandiru e o controle do corpo.

Matemática

Ao todo, foram seis questões de matemática na prova de hoje em versões diferentes para humanas e exatas. Para o professor Marcelo da Silva Melo, do colégio Objetivo, as perguntas feitas para os participantes da primeira versão eram mais fáceis.

Foram abordados temas como probabilidade, geometria espacial, logaritmo e porcentagens. "Foi uma prova difícil, das seis questões, duas eram fáceis, duas de média complexidade e outras duas difíceis para valer", avaliou Melo.

A primeira lista de aprovados será divulgada no dia 14 de fevereiro no site da Comvest.