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Denunciado por homofobia, ministro da Educação volta a falar de gênero

Milton Ribeiro foi denunciado ao STF por crime de homofobia - Reprodução / Internet
Milton Ribeiro foi denunciado ao STF por crime de homofobia Imagem: Reprodução / Internet

Colaboração para o UOL, em Brasília

09/03/2022 19h16

Denunciado por crime de homofobia, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse hoje que o governo não vai permitir "ensinar coisa errada" nas escolas, ao mencionar questões de gênero.

"Nós não vamos permitir que a educação brasileira vá por um caminho de tentar ensinar coisa errada para as crianças. Coisa errada se aprende na rua. Dentro da escola, a gente aprende o que é bom, o correto, o civismo, o patriotismo", disse ele durante evento do governo sobre merenda escolar.

Não é a primeira vez que Ribeiro expõe opiniões que associam negatividade à comunidade LGBTQIA+.

"Não tem esse negócio de ensinar [que se] você nasceu homem, [você] pode ser mulher. Respeito todas as orientações. Mas uma coisa é respeitar, incentivar é outro passo", disse.

Ribeiro já disse que a homossexualidade não seria normal e atribuiu sua ocorrência a "famílias desajustadas". As declarações foram dadas em entrevista de setembro de 2020 ao jornal O Estado de S. Paulo.

Por causa disso, a Procuradoria-Geral da República o denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela prática do crime de homofobia.

"Ao afirmar que adolescentes homossexuais procedem de famílias desajustadas, o denunciado discrimina jovens por sua orientação sexual e preconceituosamente desqualifica as famílias em que foram criados, afirmando serem desajustadas, isto é, fora do campo do justo curso da ordem social", disse o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros.

Na avaliação da PGR, ao desqualificar homossexuais publicamente, Milton ofende tanto os integrantes desse grupo quanto seus familiares.

Segundo a denúncia, declarações de pessoas em posição de poder e influência, como é o caso de ministros de Estado, induzem a sociedade a ter como legítima a prática de comportamentos violentos contra a comunidade LGBTQIA+.