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Enchente traz desafios à educação: Como gaúchos farão Enem?, diz Melchionna

A retomada dos serviços de educação está entre os grandes desafios impostos pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. O uso de escolas como abrigos torna a questão ainda mais delicada e a possiblidade de criação de escolas de campanha exige preocupação com o tipo de material usado na montagem, por exemplo, por causa da chegada do inverno, contou a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) ao UOL News desta sexta-feira (17). A deputada defende a criação de uma força tarefa que envolva as esferas federal, estadual e municipal para elaborar um plano de ação capaz de lidar com as complexidades do tema e levanta a questão: "Como os gaúchos farão o Enem?".

Se definir volta às aulas agora, muita gente ainda não pode voltar às aulas porque está fora de casa, da cidade. Essa criança vai perder? Não pode, é perda do ano letivo também.

É toda uma complexidade. Inclusive, queremos conversar com especialistas da Campanha Nacional pelo Direito à Educação para pensar em uma proposta de conjunto, porque impacta muita coisa. Mais para frente tem o Enem. Como os gaúchos vão fazer o Enem? Fernanda Melchionna, deputada federal (PSOL-RS)

Ela também comenta sobre as escolas de campanha e outras dificuldades que estudantes e professores podem enfrentar.

Acho que as escolas de campanha podem ser uma alternativa, desde que tenha uma qualidade de como vão ser feitas. Porque não podemos esquecer que o Rio Grande do Sul vai começar o frio agora, já começou. Aí vai dificultando ainda mais o conjunto de doenças que as crianças e professores são expostas, depois de ter sido expostas a água contaminada e uma série de coisas.

Do que seria construída essa escola: de lata, lona, etc? Vai ter que se debruçar em uma força tarefa educacional urgente junto com a secretaria de educação municipais, a estadual e o próprio MEC para portar que tipo de tecnologia e ao mesmo tempo de volta às aulas se pode fazer sem ter uma perda para as pessoas que estão nos abrigos.

A deputada aponta a importância do retorno à escola, para evitar perdas como as já vistas durante a pandemia de covid-19.

São duas dimensões. Primeiro, mil escolas estão impossibilitadas de voltar mais ou menos. Entre as que foram atingidas e danificadas, muitas estão servindo de abrigo. São centenas de pessoas, elas precisam ter um espaço para ficar com mais dignidade e conforto. Inclusive tem muitos abrigos que têm falta de coisas materiais.

O tema da volta às aulas é importante para que tenha essa socialização e não tenha esse trauma. Vale destacar que o tema da saúde mental tem que entrar também. Tem uma dimensão de combate à dengue, leptospirose, mas tem a saúde mental que todos os grupos foram afetados, sobretudo quem foi mais impactado, quem perdeu familiares. É uma situação muito grave, e também da perda das aulas mesmo. A gente viu a perda da pandemia [na educação]. Fernanda Melchionna, deputada federal (PSOL-RS)

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Direto do RS: Em Gramado, quem depende de turismo não tem mais cliente

A dificuldade de recuperação econômica preocupa quem depende do comércio em um dos principais destinos de inverno do país, a cidade de Gramado (RS), relatou o repórter Luís Adorno no UOL News desta sexta-feira (17). Ao lado do cinegrafista Marcelo Ferraz, ele percorre as principais regiões afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Comerciantes afirmam que não há mais clientes no município que viu desmoronar uma de suas ruas no início da semana.

Há uma preocupação muito grande entre os comerciantes, quem depende do turismo, porque não há mais clientes. Gramado é essa situação.

Ainda em relação ao turismo, enquanto a gente se preparava para entrar [ao vivo], um comerciante chegou aqui falando que ao mostrar somente a cratera, a gente tá atrasando a chegada dos turistas.

Gramado vive agora dois dilemas: o primeiro é com relação às pessoas que vivem sobretudo na parte mais alta; o segundo é em relação ao turismo. Mais de 80% da economia local vem do turismo.

Com o aeroporto de Porto Alegre fechado, as rodovias que ligam tanto Caxias do Sul tanto Porto Alegre, há um prejuízo segundo o sindicato local que ultrapassa só em maio mais de 100 milhões de reais. Luís Adorno, repórter do UOL em Gramado (RS)

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