USP abre processo contra envolvidos no 'ranking sexual'

A USP (Universidade de São Paulo), por meio do campus de Piracicaba (SP), abriu processo disciplinar contra cinco alunos que estariam envolvidos na divulgação de um "ranking sexual", como ficou conhecido um cartaz afixado na instituição. Sindicância a respeito foi finalizada em dezembro e o parecer da comissão acatado.

Eles teriam feito a lista que expôs intimidades de estudantes da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) em junho do ano passado. Se forem considerados culpados podem pegar pena que vai desde advertência até expulsão. A sindicância indicou apenas os autores, sem descobrir quem colou a relação no pátio.

A comissão que apurou o caso tinha prazo para encerrar os trabalhos em agosto de 2015, mas acabou atrasando. O assunto gerou polêmica e foi parar na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, que chegou a ouvir o diretor e um professor da Esalq a esse respeito.

Após o cartaz ser divulgado, apontando nomes de estudantes e termos como "fedida" e "preta", vários grupos protestaram no campus afixando mensagens contrárias e com críticas aos autores.

Processo

O jornal "O Estado S. Paulo" entrou em contato com a direção da Esalq, que informou que a identidade deles está sendo preservada por orientação da Procuradoria-Geral da USP.

Questionada sobre a demora na definição do caso, a instituição alegou apenas que a "preliminar da sindicância foi concluída no mês de dezembro de 2015 e agora está seguindo para um processo administrativo disciplinar". Informou ainda que em fevereiro será instalada a Comissão Processante, "em cujo âmbito os alunos poderão exercer os seus direitos ao contraditório e ampla defesa".

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