Influência afro: A Arte Africana e o Cubismo

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O Cubismo foi um dos principais, se não um dos mais comentados, estilos do Modernismo, das chamadas Vanguardas. Mas o que a “Arte Africana” tem a ver com isso?

Pablo Picasso (1881-1973), um dos precursores do Cubismo começou a desenvolver o estilo a partir de visitas a uma exposição de Arte Africana, no Museu do Homem de Paris, em 1905.

O trabalho exposto causou uma forte impressão no artista, especialmente as máscaras, o que fez com que ele procurasse retratá-las em suas pinturas. As máscaras, carregadas de significados sagrados, mas também pela simplificação das formas, tornaram-se referência para alguns artistas do Modernismo, em especial para Picasso, que, influenciado por elas, inaugurou uma nova fase da sua obra, o que alguns estudiosos denominam como protocubismo, um antecedente do cubismo, como podemos perceber nas imagens a seguir.
 

Abaixo, uma máscara da cultura Fang, observamos a ideia de simplificação das formas, ou seja, quais elementos são necessários para a confecção de um rosto. Essa ideia foi muito importante no cubismo. Logo a seguir, na tela Les Demoiselle d'Avignon, de Picasso, percebemos, nas duas figuras da direita a semelhança com as máscaras. Também, é possível notar que nas cores do quadro há a predominância de tons terrosos, outra forte referência às cores das máscaras africanas.

 

  • Reprodução/Musée National d'Art Moderne/Paris

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  • Reprodução/MAM/NY

 

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação *Valéria Peixoto de Alencar é Historiadora formada pela USP e Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp. Uma das autoras do livro Arte-educação: experiências, questões e possibilidades. (Editora Expressão e Arte)

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