Governo de SP adota três ciclos com possibilidade de reprovação

Cristiane Capuchinho
Do UOL, em São Paulo

A partir de 2014 a rede pública do Estado de São Paulo aumentará o número de anos em que os alunos podem ser reprovados. Em anúncio realizado na manhã desta sexta-feira (8), no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin explicou que o ensino fundamental será dividido em três ciclos com possibilidade de reprovação. A mudança da rede deve afetar 2,5 milhões de estudantes.

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O novo plano prevê que o ensino fundamental seja dividido em três ciclos: do 1º ao 3º ano; do 4º ao 6º ano e do 7º ao 9º ano. Ao final de todos eles será possível a reprovação dos estudantes. 

O anúncio acontece três meses depois da Prefeitura de São Paulo lançar um plano que amplia a possibilidade de reprovação no 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos, que também será adotado em 2014.

Na apresentação, o secretário de educação, Herman Voorwald, fez questão de enfatizar que o plano vem sendo estudado desde 2011 e foi discutido com os profissionais da rede. 

"Não teve nenhuma interferência [do plano da Prefeitura para que essa mudança ocorresse]. A reestruturação vem sendo discutida na rede há dois anos", disse o governador Alckmin.

Na avaliação do secretário de educação, a mudança ajudará a acompanhar o desenvolvimento dos alunos de ensino fundamental que vêm da rede municipal. Segundo ele, 82% dos estudantes de escolas estaduais já passaram por redes municipais.

"É fundamental que haja no início do ciclo dois [6º ano] uma avaliação para saber se esse aluno tem condições de continuar", secretário.

Avaliação bimestral

No novo plano da rede estadual, os estudantes serão avaliados bimestralmente para acompanhar seu aprendizado e será feito uma avaliação que reprova ao final do 3º, 6º e 9º ano.

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Como já acontecia, o estudante poderá ser reprovado pelo número de faltas em todos os anos do ensino fundamental.

Para o secretário, os resultados do novo plano de educação aparecerão já no no Ideb 2015 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). 

Progressão continuada

O aumento do número de oportunidades de reprovação foi bem recebido pela rede, segundo o secretário de Educação. "Houve uma movimentação da rede para mostrar que deveríamos também responsabiizar o aluno pelo aprendizado", afirmou Voorwald. 

No entanto, o governo avalia que a progressão continuada é benéfica pois ajuda no combate a evasão. A medida é apenas um aprimoramento do método usado há 15 anos.

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