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Estudantes ocupam prédio da FFLCH, na USP

Ocupa Letras/Facebook
Imagem: Ocupa Letras/Facebook

Do UOL, em São Paulo

12/05/2016 17h07

O prédio da Letras, na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), da USP (Universidade de São Paulo), foi ocupado por estudantes na noite de quarta-feira (11). A decisão foi tomada após uma assembleia do curso, que deliberou greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (12), além da ocupação imediata do prédio.

“Há anos, nossas salas de aulas estão superlotadas pela falta de professores e isso se agrava a cada dia”, afirmaram os estudantes em nota. “A Reitoria de Marco Antônio Zago, alegando uma crise orçamentária cujas razões ninguém sabe (já que a transparência real nunca existiu em nossa universidade), congelou a contratação de docentes e funcionários”.

Os estudantes protestam contra os cortes na educação e reivindicam a contratação de professores e implantação de cotas raciais. Além disso, querem a manutenção do espaço físico do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e a permanência do Hospital Universitário vinculado à universidade.
 

Na semana passada, os funcionários da USP também decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir de hoje. Eles protestam por reajuste salarial de 12,8% e pela manutenção do espaço físico do Sintusp. A assessoria da USP afirmou que foi enviado um ofício para o sindicato pedindo a desocupação do local e que ele “deverá ser utilizado para fins acadêmicos”.

Os alunos de toda a USP farão uma assembleia geral, hoje, às 18h, na Cidade Universitária. A pauta, segundo o DCE (Diretório Central dos Estudantes), é o indicativo de greve.

Outro lado

Em nota, a Reitoria da USP classifica a manifestação dos funcionários como “greve preventiva” e alega que ela “não contribuirá para melhorar as relações entre servidores e universidade, e dificultará sobremaneira a solução das demandas trabalhistas”.

A USP alega que a negociação salarial só terá início em uma reunião do Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) marcada para o próximo dia 16. “Trata-se, portanto, de uma greve sem fundamentação em demanda de reajuste salarial, uma vez que não existe, ainda, uma proposta de reajuste manifestada pelo Cruesp”, afirma a Reitoria.