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Serge Pavlovitch Diaghilev Empresário russo

19 de março de 1872, Selistchev, Novgorod (Rússia)

19 de agosto de 1929, Veneza (Itália)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

16/12/2008 20h49

Serge Pavlovitch Diaghilev, empresário de balé russo, estabeleceu-se, em 1887, em São Petersburgo, onde publicou uma revista quinzenal sobre arte e, até 1901, foi assistente dos teatros imperiais.

Organizou com extraordinário sucesso uma exposição de três mil retratos de personalidades russas, pintados desde 1705, e resolveu, no ano seguinte, levar a pintura russa a Paris.

A segunda iniciativa de Diaghilev para difundir a arte russa no exterior foi a organização, na Ópera de Paris, de cinco concertos com vários cantores, inclusive o baixo Fedor Chaliapin, interpretando peças de Rachmaninoff, Rimski-Korsakov, Glazunov, etc. Para o público parisiense, foi uma revelação triunfal, só superada em 1908 pela apresentação da ópera "Boris Godunov", de Mussorgsky, tendo Chaliapin no principal papel.

Mas foi o sucesso da temporada de balé russo, em 1909, que fez Diaghilev decidir consagrar-se exclusivamente a essa arte. Para a temporada de 1910, encomendou a Stravinsky - então desconhecido - "O pássaro de fogo", que foi um novo êxito.

Em 1911, Diaghilev formou sua própria companhia, que contou com a participação de Anna Pavlova, Tâmara Karsavina, Vaslav Nijinsky, Balanchine, Serge Lifar, Alicia Markova, etc. Como coreógrafo, Michel Fokine era a personalidade dominante, estabelecendo os princípios do balé moderno.

Diaghilev levou seu balé também à América do Norte e do Sul, revelando ao mundo a arte rítmica e colorida do balé russo.
 

Colaboração de pintores

Diaghilev produziu, depois, "Petrouchka", de Stravinsky, que fez sensação pela harmonia e ritmo bárbaros; "A sagração da primavera", também de Stravinsky, que primeiro causou escândalo, mas depois fez sucesso; "A tarde de um fauno", de Debussy; "A bela adormecida no bosque", de Tchaikovsky, com coreografia de Marius Petipas; e vários outros espetáculos.

As dívidas que Diaghilev contraiu para montar seus ambiciosos espetáculos forçaram sua companhia a, durante algum tempo, subordinar-se ao Cassino de Monte Carlo. Em 1925, contudo, o sucesso material repetiu-se com o balé surrealista "Romeu e Julieta", música de Tchaikovsky, e em 1927 com o neoclassicista "Édipo rei", de Stravinsky.

Em vinte anos de atividade, Diaghilev exerceu profunda influência sobre todas as artes na Europa, contando com a colaboração de pintores como Picasso, Matisse, Braque, Derain, Miró, De Chirico, Bakst, e com a ajuda literária de Cocteau.
 

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