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Professor tem a missão de promover o autoconhecimento do aluno

Fernando Moraes/Folhapress
Imagem: Fernando Moraes/Folhapress
Leo Fraiman Leo Fraiman

Leo Fraiman

Leo Fraiman é psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro "Como Ensinar Bem", pela Editora OPEE, além de outros títulos publicados nas áreas de Orientação Profissional, Familiar e de Educação. Site: leofraiman.com.br

Leo Fraiman

25/09/2014 06h00

Afinal, por que é tão importante conhecer a si mesmo? Qual o papel do educador no incentivo pelo autoconhecimento com seus alunos?

Nossa coluna busca propor a reflexão dos educadores em relação ao seu papel e desafiá-los a melhorar, pessoal e profissionalmente, a cada dia, através de novas estratégias e desafios que precisam ser enfrentados no cotidiano da profissão. Por isso, é imprescindível que falemos sobre as missões desse profissional, tão fundamental para a sociedade.

Promover o autoconhecimento é uma dessas missões. Mas, afinal, o que é autoconhecimento e por que ele é assim tão fundamental? Para responder a essas questões, precisamos voltar um pouco na História. Sócrates, um dos mais importantes filósofos gregos, adotou como base de seus pensamentos a máxima que podia ser lida na entrada do Oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”.

Sócrates acreditava - e passou tal crença a seus discípulos - que somente o autoconhecimento poderia promover a evolução do Homem. Quando conhecemos nossos pontos fortes, fracos, nossas emoções e preferências, entre outros, sabemos como agir e no que buscar melhorar. Uma das missões do professor é promover o autoconhecimento do aluno. Trata-se de um processo no qual a pessoa se percebe e determina uma identidade, que lhe dê um senso de estabilidade perante um mundo em mudança, interno ou externo.

Como se constrói o autoconhecimento? Com bom senso, auto-observação, alianças seguras, senso contínuo de desafio, ambiente favorável para o exercício de escolhas. E se destrói por atitudes como o descaso, a ironia, os gritos, a postura corporal negativa, e o menosprezo.

Temos de nos perguntar qual modelo representamos para nossos alunos. Educar é muito difícil, pois ensinamos autocontrole pelo nosso próprio comportamento. Precisamos promover a aceitação do aluno como ser humano, entendê-lo e respeitá-lo incondicionalmente, mas isso não significa que precisamos aceitar qualquer comportamento seu. O aluno é um ser em processo e temos que adotar estratégias que criem desafios e o estimulem.

Inspirar o aluno a ter atitudes boas, como buscar melhorar sua letra, comportar-se adequadamente, respeitar a todos, ler corretamente com uma a voz em um bom volume e entonação, entre outros, faz parte da construção do Projeto de Vida. Tais ações influenciarão na futura vida profissional dos alunos.

O que nos tornamos na vida adulta é em grande parte uma continuação do que nos acostumamos a ser na escola, e todos os professores colaboram para a formação deste ser adulto que convive na sociedade. E o que eles farão lá na frente irá interferir no mundo que nós mesmos viveremos. Vamos refletir e trabalhar para que nossos alunos sejam, ao invés dos melhores DO mundo, os melhores PARA o mundo.

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