Topo

Estudantes tinham sete bombas caseiras na reitoria da USP, diz PM

Suellen Smosinski

Em São Paulo

08/11/2011 08h51Atualizada em 08/11/2011 09h06

Policiais mostraram sete bombas caseiras encontradas na reitoria da USP (Universidade de São Paulo) na manhã desta terça-feira (8). Eram garrafas com combustível e pavios (coquetel molotov). O material foi encontrado numa mesma sacola, numa das salas do prédio, segundo a PM (Polícia Militar).

Na mesma sala do primeiro andar (111), foram achados também outros três galões com combustível (dois de vidro e um de plástico). No térreo, a polícia encontrou seis caixas de fogos de artifício, com seis foguetes em cada uma delas. 

Cerca de 70 manifestantes foram detidos durante a reintegração de posse -- não houve como confirmar com eles se o material era deles. No grupo, havia 43 homens e 20 mulheres que estavam na invasão e os outros setes foram detidos do lado de fora do prédio. Até uma estudante com uma garrafa de vinagre foi detida.

Segundo a porta-voz da PM na operação, Maria Yamamoto, foram encontrados caixas eletrônicos e computadores danificados. Duas viaturas foram danificadas.

Ainda segundo ela, a tropa de choque deve deixar a Cidade Universitária ainda durante a manhã, mas o policiamento continua. Haverá reforços de policiamento nos arredores da reitoria.

Dano ao patrimônio

A Polícia Civil de São Paulo cogita a possibilidade de indiciar pelo crime de dano ao patrimônio público os detidos na manhã de hoje. Os manifestantes estão sendo ouvidos no 91º DP, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista. Até o momento, o indiciamento é pelo crime de desobediência civil, mas, se comprovado dano ao patrimônio, a liberação só acontecerá mediante pagamento de fiança. 

“Uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística está na reitoria neste momento verificando se há flagrante de dano ao patrimônio, se houver, não é só desobediência”, afirmou o delegado Luiz Claudio Ferretti, do 91ºDP. 

Os quatro ônibus estão parados em frente à delegacia com os detidos. Um dos veículos é ocupado apenas por mulheres. Os estudantes entram e saem dos depoimentos sem falar com a imprensa. 

Mais Educação