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Planejamento volta atrás e marca reunião com professores federais em greve para esta sexta

Rafael Targino

Do UOL, em São Paulo

12/07/2012 16h05Atualizada em 12/07/2012 16h25

Após dizer que não teria agenda até o dia 31 de julho para se reunir com os professores das universidades federais em greve há quase dois meses, o Ministério do Planejamento voltou atrás e informou nesta quinta (12) que marcou um encontro com a categoria amanhã (13), às 15h, em Brasília.

Os docentes estão em greve em pelo menos 55 das 59 universidades federais e em 37 institutos de educação básica, profissional e tecnológica.

Ontem (11), a categoria fez um protesto em frente ao Palácio do Planalto e tentou entregar uma carta para a presidente Dilma Rousseff, pedindo que ela interviesse nas negociações. Os manifestantes se encontraram com um representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, que prometeu tentar facilitar as conversas entre os dois lados.

A última reunião entre Planejamento e grevistas aconteceu no dia 12 de junho. Um novo encontro havia sido marcado para o dia 19, mas foi adiado.

Reivindicações

A principal reivindicação do movimento grevista é a reestruturação da carreira docente, por isso, as negociações são feitas com o Ministério do Planejamento. Na última reunião, a pasta propôs que a greve fosse encerrada e que as discussões continuassem com base na carreira do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). Os docentes não concordaram em acabar com a paralisação.

Principais pontos da reestruturação de carreira dos docentes de instituições federais

Carreira única para todos os professores das instituições federais (sem a distinção entre Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico
Estrutura de carreira simples, dividida em 13 níveis, com degraus de 5% na referência salarial, a serem cumpridos a cada dois anos
Piso salarial com referência no salário mínimo do DIEESE (atualmente R$ 2.329,25), para 20 horas semanais
Ingresso através de concurso no nível inicial
Desenvolvimento na carreira que valorize critérios acadêmicos e atribuições que tenham como base o tripé ensino – pesquisa – extensão
Dedicação Exclusiva como regime preferencial de trabalho
Restabelecimento da isonomia salarial por meio de remuneração única e uma linha só no contracheque, incorporando todas as gratificações
Paridade dos docentes da ativa com os aposentados e pensionistas
  • Fonte: Andes-SN

As duas últimas universidades que aderiram à greve nacional de professores foram a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e a da UFSCPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre). Além delas, os campi Porto Alegre e Restinga do IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) também paralisaram as atividades. Essas instituições são vinculadas à ADUFRGS (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre).

A paralisação, deflagrada no dia 17 de maio por entidades filiadas ao Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), começou a ganhar a adesão das filiadas ao Proifes-Federação (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior).

Além deles, os servidores técnico-administrativos também estão com as atividades suspensas.

Saiba quais instituições aderiram à greve

Norte
Ufac (Universidade Federal do Acre)
UFRR (Universidade Federal de Roraima)
Unir (Universidade Federal de Rondônia)
UFPA (Universidade Federal do Pará), campi Central e Marabá
Ufra (Universidade Federal Rural da Amazônia)
Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará)
Ufam (Universidade Federal do Amazonas)
Unifap (Universidade Federal do Amapá)
UFT (Universidade Federal do Tocantins)
Nordeste
UFC (Universidade Federal do Ceará)
Unilab (Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira)
UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
UFPI (Universidade Federal do Piauí)
Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido)
UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), campi central, Patos e Cajazeiras
UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
Ufal (Universidade Federal de Alagoas)
UFS (Universidade Federal de Sergipe)
UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano)
Centro-Oeste
UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)
UnB (Universidade de Brasília)
UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados)
UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)
UFG (Universidade Federal de Goiás), campi Catalão, Jataí, Goiânia e Cidade de Goiás
Sudeste
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)
UFABC (Universidade Federal do ABC)
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)
UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)
Unifal (Universidade Federal de Alfenas)
UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
UFV (Universidade Federal de Viçosa)
Ufla (Universidade Federal de Lavras)
Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto)
UFSJ (Universidade Federal de São João del Rei)
UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
UFF (Universidade Federal Fluminense)
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Cefet-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro)
Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo)
Sul
UFPel (Universidade Federal de Pelotas)
UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul)
Unipampa (Universidade Federal do Pampa)
Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana)
UFPR (Universidade Federal do Paraná)
UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Furg (Universidade Federal do Rio Grande)
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria)
UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
UFSCPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre)
  • Fonte: Andes-SN e sindicatos

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