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Com medo de protesto, candidato de BH chega às 8h para a prova do Enem 2013

Rayder Bragon

Do UOL, em Belo Horizonte

26/10/2013 12h31

Além da preocupação com a prova, candidatos que vão fazer o primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no campus da PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), localizado no bairro Coração Eucarístico, região noroeste de Belo Horizonte, afirmaram ao UOL que o temor da realização de manifestações na cidade que pudessem atrapalhar o tráfego foi a principal motivação para anteciparem a chegada ao local de prova.

O estudante João Gabriel, 18, disse ter chegado ao local por volta das 8h da manhã de hoje. Segundo ele, as manifestações que ocorrem no país desde junho o fizeram refazer seus planos.

“Eu me antecipei porque vai que tem alguma manifestação na cidade que pudesse me impedir de fazer a prova. Tive essa preocupação além de me preparar porque moro longe daqui”, disse ele, que pretende usar as notas obtidas no exame para tentar uma vaga em curso da ciência da computação, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Gabriel afirmou estar tranquilo e nenhuma disciplina do primeiro dia o amedrontava.

Com discurso parecido, Érica Fernanda, 18, disse ter se adiantado para evitar complicações de última hora. “Quis evitar a correria de última hora, e ainda mais com essas manifestações pipocando por aí, eu tive receio de um imprevisto”, afirmou.

Ela disse que está dividida entre o curso de administração e algum curso ligado à moda, seu grande sonho profissional. “Vou me estabelecer financeiramente e, depois, vou fazer o que realmente gosto, que é moda”, contou. Segundo a candidata, a prova de química é a que lhe traz mais preocupação. Já a instituição de ensino ainda não foi escolhida.

O estudante Dener de Oliveira Silva, 19, que faz o Enem pela primeira vez, disse que além do temor com algo que lhe impedisse de chegar ao local dos exames, a prova de química o preocupava: “Eu não sei nada de química, mas tirando isso, eu estou calmo até demais porque consegui chegar com tranquilidade até aqui”. 

Já Glenda Lana Gomes, 18, contou que está fazendo o Enem deste ano como preparação e disse ter se preocupado em chegar mais cedo pelo mesmo motivo dos colegas. “Só estou fazendo como teste, mas fiquei preocupada com alguma manifestação e com o trânsito. Por isso, tentei sair bem mais cedo de casa” disse ele, para complementar: “a prova de matemática é a que mais me preocupa”.

Com discurso parecido, as irmãs Alessandra e Beatriz Moreira, de 18 e 21 anos, respectivamente, chegaram mais cedo pelo temor de o tráfego na região se complicar, em razão da existência de muitos bares e restaurantes e pela possibilidade de algum ato atravancar o fluxo de veículos.

Alessandra pretende usar a nota para cursar engenharia de minas, mas ainda não escolheu a instituição de ensino onde pretende estudar. Já Beatriz disse que o sonho de cursar medicina a impulsiona a tentar o Enem pela segunda vez. Ela, como a irmã, ainda não escolheu a universidade.

A dentista Carmen Ramos Ricoy, mãe de uma treineira, afirmou que a preocupação com a chegada sem imprevisto ao local fez com que ela e a filha realizassem, na semana, passada um reconhecimento da região e estabelecessem o melhor roteiro da casa delas até a PUC. “Viemos aqui na semana passada para conhecer o trajeto e evitar a possibilidade de pegarmos um caminho errado”, relatou.

Os portões na universidade foram abertos para a entrada dos candidatos por volta das 11h40.

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