Pais mostram preocupação com reposição das aulas em escolas ocupadas de SP

Márcio Neves

Do UOL, em São Paulo

  • Márcio Neves/UOL

    Cartaz colado no portão da escola estadual Castro Alves

    Cartaz colado no portão da escola estadual Castro Alves

Pais e alunos ouvidos pela reportagem do UOL relataram preocupação com a reposição das aulas nas escolas ocupadas em forma de protesto contra a reorganização escolar promovida pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

"Esses dias estão sendo um caos, está atrasando tudo e já está chegando o fim das aulas", relata Noelma Carvalho, 39, mãe de uma aluna que cursa o 7º ano na escola estadual Astrogildo Arruda em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. A escola está na lista de mais de 90 escolas que serão "disponibilizadas" para outros fins educacionais.

A escola foi ocupada na segunda-feira (16), mas, segundo pais e alunos, as aulas já não tinham um ritmo normal há pelo menos uma semana por causa dos protestos e preocupações com o fechamento da unidade.

Na escola estadual Castro Alves na zona norte, a ocupação já dura uma semana e os alunos lamentam a falta de acordo para por fim ao protesto e retornar as aulas."Somos os maiores interessados em que as aulas retornem", diz uma das alunas que integram a ocupação na escola. 

No bairro do Imirim, também na zona norte, a preocupação com o ano letivo se estende mesmo para pais e alunos de escolas que não foram ocupadas.

É o caso de Neide Barros, 37, mãe de Sthefani Freire, 14, que estuda na escola estadual Joaquim Leme do Prado: "Apesar dos avisos de que as aulas estão normais, não me parece que está tudo bem".

"A maioria das salas não tem professores e não está tendo lição direito nos últimos dias", relata a estudante.

Normalidade nas escolas

Procurada, a Secretaria de Educação informou por telefone que as aulas na escola estão dentro da normalidade e não foram interrompidas.

Na quarta-feira (18), o governo publicou uma resolução que classifica os dias parados nas escolas ocupadas como recesso. Segundo o secretário, Herman Voorwald, o mínimo de 200 dias letivos (com aula) está garantido.

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, com o recesso declarado, as escolas têm autonomia para repor os dias de aulas até o dia 24 de dezembro ou antes do início das aulas em 2016.

Ainda segundo a secretaria, até a noite de ontem mais de 48 unidades estavam ocupadas pelos estudantes. Os movimentos dos estudantes afirma que a lista contém 75 escolas.

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