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Professor fofo viraliza após desabafo de aluna em prova de matemática

Professor corrige desabafo de aluna e viraliza - Reprodução/Twitter
Professor corrige desabafo de aluna e viraliza Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo*

11/09/2019 17h16Atualizada em 16/09/2019 15h32

Um professor de matemática tentando ajudar uma aluna viralizou hoje após trecho da prova ser compartilhado no Twitter.

Na imagem, é possível ver que a garota acertou a questão, mas ela não estava confiante no que tinha feito, tanto que deixou um recado para o professor.

"Jorge, eu sou uma decepção em matemática, então não se assusta com o meu zero", escreveu, acrescentando ainda um pedido especial. "PS: Me dá ponto?".

Já o professor arrumou a frase da menina durante a correção, riscando algumas palavras e acrescentando outras. "Jorge, eu não sou uma decepção em matemática! Então me ajuda a entender melhor?".

"Claro!", respondeu o professor para a pergunta que ele mesmo planejou, acrescentando ainda que "não há necessidade" de dar um ponto para ela, já que a questão estava certa.

Ao todo, o post rendeu quase 82 mil curtidas e 12 mil retweets. Veja abaixo as melhores reações:

Especialistas ouvidos pelo UOL dizem que a atitude de Jorge é um exemplo para as escolas que querem ensinar no século 21.

"Além de ter sido humano, esse professor deu uma aula de empatia", avalia a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas). "Ele é um exemplo do tipo de educador que a gente precisa para as escolas no século 21."

Professor de matemática, o gerente de Inteligência Educacional do Sistema de Ensino Poliedro, Fernando da Espiritu Santo, concorda: "Esse caso vem em um momento importante para a nossa educação. É o caminho para este século, porque chegou a hora de humanizar as relações em sala de aula".

"Ter empatia está na Base Nacional Comum Curricular", lembra Costin. "Cometer erros é parte do processo pedagógico e dizer isso com clareza é trabalho do educador."

* Colaborou Wanderley Preite Sobrinho, do UOL, em São Paulo

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