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Doria quer ampliar escolas em tempo integral em 2020 e chegar a mil em 2023

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - Paulo Guereta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: Paulo Guereta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

13/12/2019 14h06Atualizada em 13/12/2019 16h55

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse hoje que o estado irá ampliar o programa de ensino integral para mais 247 escolas da rede pública em 2020.

O número é mais do que o dobro do anunciado em agosto, quando o secretário de Educação, Rossieli Soares, prometeu ampliar o ensino em tempo integral para mais 100 escolas da rede estadual em 2020.

Hoje, 417 escolas do estado fazem parte do programa. Com 664 escolas em tempo integral em 2020, o modelo atingirá 8,3% das matrículas na rede estadual de ensino.

A expectativa do governo é ter mais mil escolas no modelo, chamado de PEI (Programa de Ensino Integral), até 2023. Nessas escolas, a carga horária é de até 9 horas e 30 minutos. Na rede regular, a jornada é de 5 horas e 15 minutos.

Para atender a necessidades específicas de algumas comunidades, que têm alunos que já trabalham, por exemplo, 36 das 247 escolas contempladas vão funcionar em um formato com carga horária diferenciada, de 7 horas.

Nas escolas de ensino integral, os professores têm dedicação exclusiva de 40 horas semanais. Já os alunos têm tutorias individualizadas, por exemplo.

Investimento

Segundo Doria, R$ 321 milhões serão investidos para a execução do programa no ano que vem.

O governador não disse quanto será investido nos próximos anos para que a meta de mil escolas seja atingida. Ele afirmou apenas que "os valores serão ampliados".

Dos R$ 300 milhões a serem investidos no ano que vem, segundo Soares, cerca de R$ 200 milhões serão utilizados para o pagamento de pessoal. Isso porque os professores que fazem parte do programa de ensino integral recebem uma gratificação equivalente a 75% do salário.

O secretário afirmou, ainda, que parte do recurso para 2020 virá do governo federal, por meio de um edital lançado pelo MEC (Ministério da Educação).

"Nossa intenção é deixar um planejamento para que São Paulo tenha, entre 12 e 15 anos, a universalização da escola em tempo integral", declarou Soares.

"O tempo a mais que o aluno permanece na escola, com tutoria individualizada de professores, fortalece os vínculos de aprendizagem. Faz toda a diferença o regime de dedicação exclusiva de 40 horas semanais em uma única escola para o professor, melhorando a qualidade das condições de trabalho docente", disse o secretário.

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