Curso investe mais de meio milhão em plataforma similar à do Netflix
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A tentativa de manter os alunos entre os mais aprovados no vestibular de medicina — foram 78% em 2019 — fez com que o Hexag, um curso pré-vestibular com estudantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, investisse mais R$ 540 mil em uma plataforma com recursos semelhantes ao do Netflix.
A intenção é abandonar as aulas transmitidas por YouTube e até melhorar a qualidade do material disponibilizando classes em uma plataforma de streaming exclusiva. A transmissão dos vídeos será feita de forma semelhante à do Netflix, com a disponibilização das aulas para consultas posteriores.
"Tudo parte da necessidade, o Hexag desenvolveu a nova plataforma nos três meses de pandemia. A outra plataforma já era suficiente, era bem robusta, porque foi desenvolvida e melhorada desde a época da greve dos caminhoneiros. Mas imagine todos dentro de casa e usando a internet ao mesmo tempo? Toda a nossa sala de aula faz com que os alunos assistam em Full HD. Às vezes, ele tinha que reduzir a velocidade. O Hexag decidiu investir em uma plataforma bem mais tecnológica. O vídeo, hoje, se adéqua à banda da internet que a pessoa está utilizando. O streaming é semelhante ao utilizado no Netflix", explicou Herlan Fellini, diretor do curso, ao UOL.
"É uma plataforma bem melhor. O aluno pode fazer o download da aula e assistir offline. Ele pode ter até 150 horas de aula salva na plataforma. Funciona para computador, celular, tudo... É um aplicativo próprio e que segue com tudo que tínhamos na outra plataforma. Os alunos fizeram simulados que com questões de múltipla escolha, redações. É mais tranquilo de enviar o gabarito e mandar. O Hexag também faz simulados dissertativos. Ela continua com as mesmas ferramentas, mas é mais dinâmica, mais ágil. É um streaming de vídeo similar ao Netflix. A Netflix criou um sistema que você pode assistir a filmes pelo celular no transporte, por exemplo. Isso é um problema que começou lá atrás, quando as pessoas começaram a ter problema com a internet. A gente fez de tudo para melhorar", acrescentou.
Atualmente, as classes são disponibilizadas aos estudantes de forma remota. No entanto, há a programação de volta às aulas em 8 de setembro. Inicialmente, 35% dos alunos de cada turma poderão frequentar as escolas. Será feito um rodízio para que não haja a proliferação do novo coronavírus entre os estudantes. A criação da plataforma é vista como uma boa alternativa por Herlan Fellini.
"Foi pensando nisso que fiz essa nova plataforma chegar. Eu acho que, hoje, o Hexag está vários anos na frente. Eu já previa que a volta seria no rodízio, pensamos dois meses atrás nessa possibilidade de transmissão de aula direta. Nessa nova plataforma, sempre aparece um boneco com a mão levantada. É uma plataforma que ficou muito bacana. Está muito mais gostoso os professores darem aula. Não é aquela coisa fria. O Zoom, por exemplo, vira uma teleaula. Só que a teleaula é provado que o aluno não consegue manter a concentração por mais de meia hora. O subconsciente dele remete à sala de aula. Ele consegue se imaginar dentro da sala de aula do curso. Em um Zoom, em uma teleaula, não tem essa possibilidade. Em meia-hora, no máximo, ele perde a concentração", comentou.
"A questão dessa aula ao vivo permite que a gente volte totalmente confortável ao sistema de rodízio. No dia em que o aluno tiver aula presencial, ele estará lá assistindo aula. O amigo dele estará assistindo pela plataforma em casa. É tudo ao vivo. Os outros cursinhos eu tenho certeza que não têm isso. É um investimento muito alto em um curso espaço de tempo", completou.
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