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Maia diz que 'não vê sentido' em adiar novo modelo do Fundeb para 2022

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante entrevista coletiva - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), durante entrevista coletiva Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo*

20/07/2020 16h01

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que não vê sentido em adiar o novo modelo do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) para 2022, como propôs o governo federal.

"Eu acho muito difícil, nós vamos ter um ano de 2020 muito complicado para as nossas crianças, muitas vão praticamente perder o ano, então você adiar o Fundeb para 2022, ou a sua complementação, é muito negativo. A questão da renda dos mais vulneráveis é muito importante, dentro dos mais vulneráveis estão aqueles que usam a escola pública, então tudo isso é uma política social. Adiar o percentual combinado para 2022 eu não vejo sentido", disse Maia.

O presidente da Câmara afirmou que colocará em votação o texto de uma PEC de 2015, relatado pela deputada Professora Dorinha (DEM-TO), que torna o fundo permanente e estipula um aumento gradual no percentual de complementação da União, partindo de 12,5% em 2021 e chegando a 20% em 2026.

"Vamos trabalhar para ter apoio de todos os partidos, não queremos dividir a Câmara de forma nenhuma, mas o debate está feito, os temas estão colocados, aquilo que o governo quer com apoio de alguns modificar está claro. Adiar de terça para quarta, qual vai ser o benefício pro debate? Estamos desde a semana passada dialogando", afirmou.

Maia ainda fez uma crítica ao governo federal sobre a maneira como a educação é tratada entre as prioridades. "Estamos vendo que para alguns temas o governo entende que tem dinheiro, e para outros, como a educação, o governo se mostra mais resistente, pelo menos a equipe econômica. Nós esperamos que possamos receber a complementação no próximo ano", afirmou o líder da Casa.

Contrário a pontos do projeto, o governo negocia com líderes partidários mudanças às vésperas de a PEC do Fundeb ser votada pela Câmara dos Deputados. As modificações foram criticadas por entidades e especialistas da área da educação, que disseram que o adiamento para 2022 cria um "vácuo de recursos para 2021", já que as regras para o fundo atual acabam neste ano.

* Com informações do Estadão Conteúdo