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Guedes: Fala sobre filho de porteiro era crítica a universidades privadas

Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados - Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados Imagem: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

11/05/2021 18h20

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que sua fala sobre filho do porteiro e Fies foi mal interpretada. De acordo com o ministro, ele tinha elogiado o programa do governo federal e estava na verdade fazendo uma crítica às universidades privadas.

Paulo Guedes participou virtualmente na tarde de hoje de uma audiência pública extraordinária na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados sobre a reforma administrativa. Ao se justificar, Guedes criticou a imprensa e acusou os jornalistas de criarem um personagem.

"Um personagem que não existe. Eu estava criticando o setor privado. Você vê como vocês têm um viés analítico, militante que na verdade impede a clareza. Eu tinha elogiado o Fies", afirmou.

No final de abril, o ministro disse que até quem "não tinha a menor capacidade" e "não sabia ler nem escrever" acessou a graduação por meio do Fies. Na ocasião, ele usou o caso de seu porteiro de exemplo cujo filho, segundo ele, teria tirado zero no vestibular e, ainda assim, foi convocado para fazer a matrícula na universidade.

Hoje, Guedes voltou a contar a mesma história, novamente sem mostrar provas de que tenha havido essa aprovação com média zero. Segundo ele, o porteiro o questionou sobre a idoneidade da faculdade e compartilhou um receio de que não fosse conseguir pagar a mensalidade.

"O porteiro do prédio me perguntou o seguinte: 'Eu fiquei super feliz que o menino vai continuar a estudar, mas eu fiquei preocupado porque a prestação deve ser cara. Como é que eu vou pagar essa faculdade? Será que isso aí é uma caça-níqueis? Será que vale a pena?' E aí nós falamos de bolsas. Eu falei 'tem bolsa, tem Fies, se informa lá sobre isso'", relatou o ministro.