USP despenca em ranking de melhores universidades do mundo

  • Marcos Santos/ USP

    USP quase ficou de fora do top 100 no ranking deste ano

    USP quase ficou de fora do top 100 no ranking deste ano

Única brasileira de Top 100 da lista, elaborada com base em consultas a mais de 10 mil acadêmicos, universidade caiu ao menos 40 posições em relação ao ano passado.

A Universidade de São Paulo (USP) caiu ao menos 40 posições no Top 100 das melhores universidades do mundo segundo sua reputação, um ranking elaborado anualmente pela Times Higher Education, a principal publicação dedicada ao ensino superior no Reino Unido.

Única representante do Brasil na lista, a instituição quase ficou de fora do top 100 em 2016, ficando entre as posições 91 e 100. Em 2015, a USP ficou na faixa entre os lugares 51 e 60.

Ainda assim, a universidade é a melhor avaliada em toda a América Latina; não há nenhuma outra instituição de ensino superior da região relacionada na lista.

O ranking foi elaborado com base em consultas a mais de 10 mil acadêmicos convidados ao redor do planeta. Cada participante indicou as 15 universidades que acreditava ter o melhor ensino e pesquisa em suas áreas de atuação.

Harvard lidera

Neste ano, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, manteve-se na primeira posição do ranking, que tem um novo vice-líder, também americano: o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), que no ano passado ocupava a quarta posição.

Outras seis universidades dos Estados Unidos e duas do Reino Unido completam o top 10.

BBC
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Boa performace asiática

 O outro destaque de 2016 ficou por conta das instituições asiáticas. A região passou a ter 18 universidades entre as cem melhores, bem acima das dez do ano passado.

A mais bem colocada foi a Universidade de Tóquio, no Japão, em 12º lugar, enquanto a Universidade de Tsinghua e a Universidade de Peking subiram oito e 11 posições, para o 18º e o 21º lugar respectivamente.

Os dois países são as nações da Ásia com o maior número de representantes na lista, com cinco cada uma, enquanto a Coreia do Sul e Hong Kong passaram a figurar no ranking com uma instituição cada.

Para Paul Blackmore, professor de ensino superior do King's College, no Reino Unido, a boa performance asiática se deve a uma combinação de "crescimento de seus sistemas universitários" e "do maior reconhecimento na comunidade acadêmica".

"Tivemos uma visão anglo-saxônica do ensino superior por muitos anos, mas isso não se manterá por muito tempo", disse.

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