Apolo: O deus da profecia, da beleza, da medicina

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Filho de Zeus e da deusa Leto e irmão gêmeo de Ártemis. Depois de fecundada por Zeus, Leto sofreu uma perseguição implacável de Hera por toda a Terra. Conseguiu esconder-se e dar a luz na ilha flutuante de Ortígia, que, pouco depois do nascimento de Apolo, fixou-se no fundo do mar e recebeu o nome de Delos.

Apolo foi presenteado por Zeus com a lira de Hermes e com cisnes sagrados que comduziram o deus de Delos para o extremo norte do mundo, a terra dos Hiperbóreos, um local onde os homens viviam a felicidade plena. Lá, Apolo permaneceu por um ano, para depois retornar à Grécia.

Em Delfos, foi recebido com festas. Ali, matou com suas flechas infalíveis um dragão chamado Píton, que guardava um antigo oráculo de Têmis. Para purificar-se da morte de Píton realizou jogos fúnebres que deram origem aos Jogos Píticos (realizados de quatro em quatro anos em Delfos e que, juntamente com os jogos de Olímpia, deram origem às Olimpíadas).

Apoderando-se do oráculo de Têmis, Apolo fez dele o seu santuário. Consagrou uma trípode (uma espécie de banco com três pés) onde passou a se sentar uma sacerdotisa – a Pítia – para proferir oráculos. A trípode tornou-se um dos símbolos de Apolo.

Representado como um jovem alto e muito belo, Apolo teve vários amores. Na Tessália, enamorou-se da ninfa Dafne que, entretanto, não correspondeu à paixão do deus. Perseguida por Apolo, Dafne invocou a proteção de seu pai que a transformou num loureiro, quando o deus ia alcançá-la. O loureiro (“Daphne”, em grego) passou a ser uma árvore consagrada a Apolo.

Apolo teve melhor sorte com a ninfa Cirene, de quem teve um filho chamado Aristeu. De seus amores com as Musas, nasceram os Coribantes, demônios que passaram a integrar o séquito de Diôniso. Com a musa Calíope teve dois filhos músicos: Lino e Orfeu. Com Coronis, gerou Asclépio, o deus da medicina.

Suas paixões não se limitaram às deusas e semideusas. Apolo cortejou Cassandra, filha de Príamo, rei de Troia. Para conquistá-la, prometeu ensinar-lhe a arte da profecia. Cassandra recebeu as lições, mas não se entregou ao deus e Apolo vingou-se, fazendo que ninguém acreditasse no que Cassandra profetizava.

Apolo era o padroeiro da profecia, da arte de atirar com arco e flecha, da juventude e da medicina. Seu culto em Delfos, onde se localizava o oráculo, teve grande influência na mentalidade grega.

Fontes:

  • Dicionário de Mitologia Grega e Romana, Mário da Gama Kury, Jorge Zahar Editor.
  • Dicionário Mítico-Etimológico, Junito Brandão, Editora Vozes.


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