Pais admitem corrigir e censurar mensagens no "Diário de Classe" após depoimento na polícia
O Diário de Classe de Isadora Faber, página em que denuncia os problemas de sua escola em Florianópolis, começou a ser publicado em 11 de julho. Bombou em agosto. Em setembro, quando Isa já tinha quase 200 mil seguidores, uma professora sentiu-se ofendida com as críticas e queixou-se à polícia. Hoje, a página da catarinense soma mais de 340 mil "curtidas"
Os pais, os produtores de vídeo Christian e Mel Leal, admitem que desde o depoimento na polícia corrigem e censuram o material que ela publica. "Não dá para deixar as coisas soltas agora que tomaram esta dimensão", argumentam. Nos posts, nota-se até "juridiquês"
A menina não parece ter noção de sua fama, nem pisca quando alguém menciona os números do Facebook ou a repercussão na mídia. A imagem dela já foi usada por políticos. César Souza Junior, eleito prefeito de Florianópolis no último domingo (28), a usou no horário eleitoral para criticar o sistema de ensino defendido pelo adversário Gean Loureiro (PMDB). O pai processou César e seu partido, o PSD.
Além de problemas, Isadora obteve reconhecimento nacional. Com isso, ganhou um telefone, de uma empresa de celulares, um computador, presente de um jornalista, e também uma bolsa num curso de inglês, na praia dos Ingleses.
A pequena agora recebe convites para participar de eventos pelo país. A agenda dela a curto prazo inclui viagens para Bahia, Pernambuco e São Paulo, mas os pais, superprotetores, fazem de tudo para não alterar a rotina escolar.
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