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"Meu inglês está acelerado e peguei gosto pelo curso", conta jovem que fez intercâmbio de férias

O adolescente Kevin Nicolas Alves, 15, conheceu Londres durante um intercâmbio de férias em 2012 - Acervo Pessoal
O adolescente Kevin Nicolas Alves, 15, conheceu Londres durante um intercâmbio de férias em 2012 Imagem: Acervo Pessoal

Cláudia Emi Izumi

Do UOL, em São Paulo

16/11/2012 10h00

O estudante Kevin Nicolas Alves, 15, deixou sua cidade no interior paulista, Araçariguama, para conhecer a Inglaterra em julho deste ano. Após quatro anos de planejamento, convenceu sua mãe da importância de um intercâmbio e optou pelo acampamento de férias.

Na Inglaterra, Kevin ficou na casa de "pais adotivos" e teve a companhia de um estudante espanhol. Para ele, a viagem melhorou seu nível de inglês e também seu interesse pelo estudo da língua. Confira a experiência do jovem:

"Sempre tive esse sonho de conhecer outro país. Estudava inglês e coloquei na minha cabeça, e na cabeça da minha mãe, que queria conhecer outras culturas. Praticamente fiquei quatro anos planejando, até que aconteceu. Conheci tantas pessoas, que agora quero ver outras partes da Europa e, quem sabe, a Ásia.

Paguei caro pelo curso (em torno de US$ 10 mil, cerca de R$ 20 mil) porque fui na época das Olimpíadas. Não acompanhei nada dos jogos olímpicos, mas a Sara do judô voltou no mesmo avião. Tava todo mundo batendo palmas e eu sem entender.

Todos os dias conhecia um ponto turístico e era muito boa aquela miscigenação toda. Era a primeira vez que saía do Brasil, e sozinho. Foi uma coincidência e tanto e fiquei muito feliz quando soube que amigos da minha mãe moravam em uma cidade inglesa vizinha. Pude até visitá-los em um fim de semana.

Tinha um espanhol, que ficou com o mesmo casal que me recebeu, e testava meu espanhol com ele. Foi bem interessante. Só na terceira semana [o curso era de quatro semanas], quando esse meu irmão adotivo espanhol foi embora, bateu a maior saudade de casa, mas tinha que esperar uma semana até ir embora. Fiz duas boas amizades, com o alemão Nicolas e o Abdula, árabe.

Antes de ir eu era preguiçoso para estudar inglês. Acho que isso explica por que minha mãe topou o intercâmbio. Não gostava de fazer lição de casa. Agora meu inglês está acelerado e peguei gosto pelo curso.

O processo para me virar no dia a dia foi bom. A diferença que percebi foi no meio de transporte, que aqui é um caos! Mas lá é tudo organizado. Me surpreendi com a educação de todos, dos motoristas, dos ciclistas e dos pedestres. Os europeus são tidos como frios, mas tratam igualmente negros, brancos da alta classe, tudo igual.

Engraçado é que sempre me perguntavam de onde eu era. Provavelmente por causa do meu sotaque horrível. Antes de ir embora, dei uma lembrancinha para um funcionário de uma loja de roupas, que era do Haiti. Ele ganhou uma camisa do Brasil e ficou todo feliz."