Mais de 80% dos que buscam educação profissional querem cursos de qualificação para o trabalho
Simone Harnik Em São Paulo
Oito em cada dez brasileiros que frequentaram a educação profissional no país fizeram cursos de qualificação, voltados para a capacitação para o mercado de trabalho. Os dados são de um suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgado nesta sexta-feira (22).
O estudo é realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anualmente. Os dados disponíveis mais recentes são os de 2007.
Até aquele ano, cerca de 35,6 milhões de pessoas realizaram cursos da educação profissional: 81,1%, para qualificação; 18,2% buscaram cursos técnicos de nível médio; e apenas 0,7% foram alunos das graduações tecnológicas, que conferem nível superior.
Dos 6 milhões de pessoas que estavam na educação profissional em 2007, 80,9% faziam qualificação, 17,6% cursos técnicos e 1,5% realizavam as graduações tecnológicas. As mulheres eram 55,7% das pessoas que frequentavam, em 2007, um curso de qualificação profissional, enquanto os homens eram 44,3%.
Foi estimado em mais de 123 milhões o total de pessoas que nunca frequentaram cursos de educação profissional: 60 milhões homens (48,6%) e 63,7 milhões mulheres (51,4%).
Mais de 10% abandonam a qualificação
De acordo com o estudo, cerca de 2,4 milhões de estudantes largaram seus cursos de qualificação profissional - o que representa 10,2% do total dos frequentadores. Problemas financeiros foram responsáveis pela saída de 25,5% dos cursos. Outros 18,7% disseram-se insatisfeitos.
A incapacidade de acompanhar curso impediu a conclusão para 10,1% das pessoas; o local inconveniente do curso foi a razão para 7,4% das pessoas. Problemas familiares, 7,0%; problemas de saúde, 4,1%; e o conteúdo do curso incompatível com o mercado de trabalho, 1,3%, foram os outros motivos de abandono.
Já a maior parte dos 21,5 milhões de pessoas que concluíram o curso de qualificação afirmaram que o curso tinha conteúdo necessário para o desempenho no trabalho (65,7% dos entrevistados tinham essa opinião).
Informática: o mais procurado
Quase metade dos que procuraram cursos de qualificação quiseram aprender informática. Ao todo, 45,5% dos estudantes de realizaram cursos nessa área. Em segundo lugar, aparece comércio e gestão, com 11,5% da preferência de quem busca mais conhecimento para o mercado de trabalho.
Entre os cursos técnicos de nível médio, a área mais procurada foi a de saúde. Cerca de 20,2% dos 5,4 milhões de estudantes do ensino técnico estavam no setor da saúde. Depois aparecem as áreas de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%).
Rede privada é maior
A maior parte dos alunos da educação profissional ficou concentrada em cursos da rede particular - ao todo foram 18,9 milhões de pessoas ou o equivalente a 53,1% de todos os estudantes desse ramo de ensino.
As instituições públicas atenderam 22,4%, ou 8 milhões de pessoas e o de ensino vinculado ao Sistema "S" (na rede Senai, Senac, Sebrae etc.) recebeu 20,6% dos interessados (7,4 milhões).
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