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22/05/2009 - UOL Educação
Mais de 80% dos que buscam educação profissional querem cursos de qualificação para o trabalho

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22/05/2009 - 10h00

Mais de 80% dos que buscam educação profissional querem cursos de qualificação para o trabalho

Simone Harnik
Em São Paulo
Oito em cada dez brasileiros que frequentaram a educação profissional no país fizeram cursos de qualificação, voltados para a capacitação para o mercado de trabalho. Os dados são de um suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgado nesta sexta-feira (22).

  • Quatro em cada dez que retomam os estudos abandonam curso
  • Educação de jovens e adultos é mais frequente entre mais pobres
  • IBGE: informática é o curso profissional mais procurado
  • Nordeste tem jovens e adultos com escolaridade mais baixa


  • O estudo é realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anualmente. Os dados disponíveis mais recentes são os de 2007.

    Até aquele ano, cerca de 35,6 milhões de pessoas realizaram cursos da educação profissional: 81,1%, para qualificação; 18,2% buscaram cursos técnicos de nível médio; e apenas 0,7% foram alunos das graduações tecnológicas, que conferem nível superior.



    Dos 6 milhões de pessoas que estavam na educação profissional em 2007, 80,9% faziam qualificação, 17,6% cursos técnicos e 1,5% realizavam as graduações tecnológicas. As mulheres eram 55,7% das pessoas que frequentavam, em 2007, um curso de qualificação profissional, enquanto os homens eram 44,3%.

    Foi estimado em mais de 123 milhões o total de pessoas que nunca frequentaram cursos de educação profissional: 60 milhões homens (48,6%) e 63,7 milhões mulheres (51,4%).

    Mais de 10% abandonam a qualificação

    De acordo com o estudo, cerca de 2,4 milhões de estudantes largaram seus cursos de qualificação profissional - o que representa 10,2% do total dos frequentadores. Problemas financeiros foram responsáveis pela saída de 25,5% dos cursos. Outros 18,7% disseram-se insatisfeitos.

    A incapacidade de acompanhar curso impediu a conclusão para 10,1% das pessoas; o local inconveniente do curso foi a razão para 7,4% das pessoas. Problemas familiares, 7,0%; problemas de saúde, 4,1%; e o conteúdo do curso incompatível com o mercado de trabalho, 1,3%, foram os outros motivos de abandono.

    Já a maior parte dos 21,5 milhões de pessoas que concluíram o curso de qualificação afirmaram que o curso tinha conteúdo necessário para o desempenho no trabalho (65,7% dos entrevistados tinham essa opinião).

    Informática: o mais procurado

    Quase metade dos que procuraram cursos de qualificação quiseram aprender informática. Ao todo, 45,5% dos estudantes de realizaram cursos nessa área. Em segundo lugar, aparece comércio e gestão, com 11,5% da preferência de quem busca mais conhecimento para o mercado de trabalho.

    Entre os cursos técnicos de nível médio, a área mais procurada foi a de saúde. Cerca de 20,2% dos 5,4 milhões de estudantes do ensino técnico estavam no setor da saúde. Depois aparecem as áreas de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%).

    Rede privada é maior

    A maior parte dos alunos da educação profissional ficou concentrada em cursos da rede particular - ao todo foram 18,9 milhões de pessoas ou o equivalente a 53,1% de todos os estudantes desse ramo de ensino.

    As instituições públicas atenderam 22,4%, ou 8 milhões de pessoas e o de ensino vinculado ao Sistema "S" (na rede Senai, Senac, Sebrae etc.) recebeu 20,6% dos interessados (7,4 milhões).
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