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Parceria casa-escola é importante para o desenvolvimento de nossos alunos

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Leo Fraiman Leo Fraiman

Leo Fraiman

Leo Fraiman é psicoterapeuta, escritor e palestrante. É autor da Metodologia OPEE, adotada atualmente por mais de 150 escolas em todo o Brasil, e também do livro "Como Ensinar Bem", pela Editora OPEE, além de outros títulos publicados nas áreas de Orientação Profissional, Familiar e de Educação. Site: leofraiman.com.br

Leo Fraiman

2014-09-04T06:00:00

04/09/2014 06h00

Quando falamos de Educação, sobretudo no Brasil, ainda temos muitos desafios a enfrentar. Um deles, no entanto, pode parecer óbvio para alguns e bastante complicado para outros casos, porém considero de extrema importância e prioridade: a parceria casa-escola.

A relação ideal entre casa e escola é aquela que favorece pais, alunos, educadores e instituição. O papel dos pais nessa relação seria acompanhar o cotidiano dos filhos, a relação deles com seus professores, suas dificuldades e facilidades com determinadas matérias, suas notas e comportamento em sala de aula, entre outros. Os professores, por sua vez, têm para si a responsabilidade de transmitir conhecimento, garantir um bom ambiente em sala de aula, conversar com os pais sobre o desenvolvimento e crescimento do filho deles e orientá-los.

Essa comunicação frequente, ativa, sincera e eficaz entre os dois ambientes nos quais a criança ou o adolescente mais frequenta traz segurança e proteção. Os pais estão o tempo todo influenciando os filhos ao expressar crenças, conceitos, preconceitos, gostos, preferências, valores, a forma como eles enxergam a escola e o seu próprio trabalho. Por isso, precisamos investir cada vez mais na formação de pais conscientes.

Colocar a responsabilidade pela educação e formação de um ser humano apenas na escola ou apenas na casa é equivocado. É muito mais inteligente e eficaz que ambas trabalhem juntas pelo bem-estar e crescimento do aluno.

Como educadores, é essencial compreender a importância de levar informação para esses pais e orientá-los. E orientar não é dizer: ‘seu filho não está aprendendo’, ‘seu filho não está ajudando’. Os pais não sabem o que fazer com esse tipo de informação. Sem orientação, apenas com essas colocações, a tendência é que se dê bronca no filho, deixe de castigo ou pense até em mudá-lo de escola.

Por isso, nós, professores, temos que apresentar possibilidades aos pais e conduzi-los no alinhamento dessa parceria. Estratégias como estar próximo ao aluno, dos amigos do aluno, construindo e mantendo confiança e cumplicidade, são exemplos de ações simples e efetivas. Temos de oferecer uma orientação segura. E quando falarmos com a família, é importante fazer isso de um modo claro, verdadeiramente orientador, firmando um acordo com os pais, verificando se eles entenderam o que foi exposto e, depois, se estão seguindo as orientações dadas.

Existe todo um caminho para que a escola mantenha uma relação sadia com a família, que se estabeleça uma boa aliança entre ambas. Se nós, professores, não criarmos um clima bom, agradável, de acolhimento real, se não mostrarmos aos pais que nos importamos realmente com seus filhos, eles verão a ida à escola como um problema, uma perda de tempo ou uma fonte de estresse. E você, já pensou o que pode fazer em sua escola e em relação a seus alunos para melhorar essa aliança?

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