Artes

Ares: O deus da guerra, sedento por sangue

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Ares – o Marte dos romanos – era o deus da guerra, alguém que apreciava as carnificinas e gostava de ver o sangue jorrar. Filho de Zeus e de Hera, tinha uma estatura colossal e combatia a pé, lançando gritos terríveis.

Usava sempre couraça, lança e capacete, e tinha como escudeiros os demônios Deimos – o temor – e Fobos – o terror. Ares uniu-se a muitas mortais e teve numerosos filhos, todos eles muito violentos, como os dois anteriormente mencionados. Éris – a discórdia – e Eniô – uma deusa da guerra – também faziam parte do séquito de Ares.

O deus participou da guerra de Troia. Certa vez, querendo auxiliar o herói troiano Heitor, atacou o grego Diomedes, mas Atena (que protegia os gregos) e estava invisível, pois usava o capacete de Hades, desviou a lança e deu a chance a Diomedes de ferir o deus da guerra.

Ferido, Ares lançou um grito ensurdecedor, escutado por todos os combatentes e fugiu para o Olimpo, onde o próprio Zeus tratou de curá-lo. Ainda na briga dos deuses, que se dividiram a favor e contra os troianos, Ares entrou em luta corporal com Atena.

Cicno, um dos filhos de Ares, era um malfeitor e assassino, que assaltava os viajantes e os matava, oferecendo-os em sacrifício para o pai. Héracles matou-o e Ares tentou se vingar dele, mas o herói, com o auxílio de Atena, levou a melhor, feriu o deus na coxa e obrigou-o a retirar-se novamente para o Olimpo.

Pentesileia, a rainha das amazonas, era também filha de Ares. Durante a guerra de Troia, ela foi morta por Aquiles e Ares quis vingá-la, mas Zeus o deteve com seus raios e explicou que o destino havia determinado que assim fosse.

A criação do Areópago, o tribunal situado na colina de mesmo nome em Atenas (onde São Paulo pregou aos gregos de acordo com o Novo Testamento), tem relação com Ares. Lá o deus da guerra matou o filho de Poseidon que estava tentando violentar uma das filhas de Ares. Poseidon, então, reuniu os outros deuses naquele local onde criou um tribunal para julgá-lo.

Fontes:

  • Dicionário de Mitologia Grega e Romana, Mário da Gama Kury, Jorge Zahar Editor.
  • Dicionário Mítico-Etimológico, Junito Brandão, Editora Vozes.

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