Ciências

Células: Conheça a história de sua descoberta e entenda sua estrutura

Mariana Aprile, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

(Atualizado em 08/11/2013 às 15h45)

Nossa visão permite captar as imagens de tudo o que nos cerca. Mas se nossos olhos fossem capazes de ampliar muitas e muitas vezes as coisas que visualizamos, ficaríamos maravilhados ao ver como elas são formadas.

Apesar de os olhos humanos não possuírem essa capacidade de ampliar, há uma ferramenta capaz de tal proeza - o microscópio, inventado, em 1590, pelos holandeses Hans e Zacharias Janssen - e aperfeiçoado pelo também holandês Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), que definiu o formato do microscópio simples (com uma lente) e pelo inglês Robert Hooke (1635-1703), que criou o microscópio composto (com duas lentes).

A descoberta

Ao observar finas fatias de cortiça, Hooke viu diversos buraquinhos que lembravam favos de mel. A cada um desses pequenos compartimentos ele deu o nome de célula - que significa "pequena cela".

A cortiça é uma árvore, material de origem vegetal. Quando esse material está morto - no caso das rolhas, por exemplo, seus buraquinhos são ocos. Porém, antes da morte do vegetal, havia estruturas vivas nesses lugares. Mais de cem anos depois de Hooke e sua descoberta, os cientistas provaram que os seres vivos são formados por células.

Microscópios modernos

O microscópio moderno revelou-nos uma espantosa diversidade, tanto nas formas e cores, como nas funções das células. Essas podem ter o formato de bastonetes, espirais, caixinhas, esferas, feijões e muitos outros.

Os glóbulos vermelhos, ou hemácias, que são células do sangue, são arredondados, com o centro afundado. Esse formato facilita o transporte rápido do oxigênio e do dióxido de carbono, vitais para o nosso organismo.

Já as células nervosas têm prolongamentos delgados. As células da pele lembram pedras utilizadas para pavimentar calçadas - elas ficam bem juntinhas e assim, conseguem realizar a sua função de revestir o nosso corpo.

Os músculos são formados por células compridas que, unidas, formam feixes celulares capazes de se esticar - quando o músculo relaxa - e de se encolher - quando ele contrai.

Estrutura da célula

Imagine a célula como uma indústria viva. As células são envoltas por uma membrana, que as protege e permite a entrada e saída de determinadas substâncias - é a membrana celular. Essa estrutura funciona como se fosse a portaria da fábrica, por onde entram as matérias-primas e saem os produtos.

No centro da célula fica o núcleo. Ele contém o material genético celular e atua como se fosse o centro de comando que controla as atividades e funções da célula. Entre o núcleo e a membrana celular existe um material que lembra uma gelatina mole - o citoplasma. Nele, estão várias organelas - pequeninos órgãos da célula - com diversas funções, como a respiração e a excreção celular.

Na indústria viva da célula, esse material seria o galpão e as organelas seriam os setores industriais - cada qual com a sua função específica.

  • Arte UOL

Células vegetais

Quase todas as células possuem a membrana celular, núcleo e citoplasma. A exceção são as hemácias, as células vermelhas do sangue, que não têm núcleo. Contudo, existem algumas diferenças importantes entre as células vegetais e animais.

As folhas dos vegetais apresentam células equipadas com organelas capazes de realizar a fotossíntese. Essa capacidade de absorver a luz do sol vem dos pigmentos verdes, a clorofila, que dá essa cor às plantas.

Outra característica da célula vegetal é uma proteção extra, além da membrana: a parede celular. Essa estrutura evita que a célula se rompa quando o vegetal absorve muita água.

  • Arte UOL

Mariana Aprile, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista de Iniciação Científica do Mackpesquisa (PIBICK).pagina3@pagina3ped.com

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