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Flores - As flores são mecanismos de reprodução das plantas

Mariana Aprile, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O poeta Vinícius de Moraes as definiu, em seu poema "Rancho das flores", como "milagre florido". As flores sempre foram utilizadas em poemas e canções para expressar emoções.

Mas além de belas e mensageiras dos sentimentos humanos, as flores são mecanismos de reprodução de um grupo de plantas floríferas que os botânicos denominam angiospermas.

Esse nome deriva dos termos gregos angios, que significa "vaso" e sperma , "semente". Angiosperma quer dizer "semente protegida". A busca desse grupo de vegetais, ao longo da evolução, por uma forma de perpetuação de suas espécies, fez surgir a flor.

Descubra agora, um pouco de sua história e também qual a sua função no mundo natural.

 

Plantas com flores

Antes da existência das flores - isso mesmo, elas nem sempre existiram -, as florestas eram dominadas por samambaias, arbustos e árvores coníferas - como os pinheiros.

Em entrevista concedida à revista National Geographic, o paleontólogo Dale Russel declarou que, antes das plantas floríferas o mundo parecia um jardim japonês: tranquilo, sombreado, habitado por insetos como a libélula.

Com o aparecimento das flores, o "jardim" ganhou cores e variedades de vida, como borboletas e abelhas.

 

Noventa segundos

As flores começaram a mudar as paisagens do ambiente há cerca de 130 milhões de anos, no período Cretáceo.

Em relação à idade da Terra, isso não é muito tempo - se os anos de existência de nosso planeta fossem reduzidos a uma hora, as plantas floríferas existiriam nos últimos 90 segundos.

Agora você já sabe que uma flor é o equipamento reprodutivo das angiospermas. Essas plantas diferem das demais, justamente por terem suas sementes envolvidas por estruturas chamadas carpelos.

 

Carpelos

Se você cortar um tomate ao meio, vai ver os carpelos ao redor das sementes. "Como nos mamíferos, cujos filhotes crescem dentro da mãe, é no interior dos carpelos que as sementes se desenvolvem", explica Jurandyr José de Carvalho, professor de botânica e fisiologia vegetal na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

 

A viagem do pólen

A maior parte das flores possui órgãos femininos e masculinos. O processo de reprodução começa quando uma flor libera no ar um pó, formado por diminutos grãos que contêm o material genético da planta: é o pólen.

Essas partículas de pólen têm a missão de chegar até outras flores de mesma espécie, para fecundá-las. É fácil ver o pólen: muitas vezes amarelo, como na margarida, ele fica no meio da flor, na ponta de estruturas que lembram pequenas antenas, chamadas anteras.

Como os vegetais são incapazes de caminhar, eles buscaram meios de transporte para seus grãos de pólen. A primeira alternativa para transportar os grãozinhos para outras flores, é viajar no vento.

Mas por meio desse mecanismo, muitos deles se perdem. Apesar de muitas flores usarem o vento para dispersar seu pólen, outras tantas desenvolveram flores com cores vibrantes, néctar e aromas.

Eles servem para atrair animais, como os insetos e pássaros, que levam o pólen grudado em seus corpos para outras flores.

 

O nascimento de uma semente

Ao chegar a outra flor, o grão de pólen se assenta no estigma, que é um receptor para esse pó especial.

Então, para ter certeza de que está na flor certa, o grão libera substâncias que produzem sinais químicos. Se os sinais mostrarem que esse é o lugar certo, o grão germina e alcança o ovário da flor. Ali está o óvulo - e assim ocorre a fertilização e começa a nascer uma semente.

Mariana Aprile, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e bolsista de Iniciação Científica do Mackpesquisa (PIBICK/CnPq).<a href=mailto:pagina3@pagina3ped.com><u>pagina3@pagina3ped.com</u></a>

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