Por conta da greve, UFMG adia início do semestre letivo por três semanas

Carlos Eduardo Cherem

Do UOL, em Belo Horizonte

Com 33.242 alunos sem matrículas até agora, em 76 cursos de graduação, o conselho universitário da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) decidiu no começo da noite desta quinta-feira (30) adiar por três semanas o início das aulas do segundo semestre letivo.

As aulas começariam em 3 de agosto, mas foram transferidas para o dia 21. Em nota, o reitor da UFMG, Jaime Ramirez, afirmou que a decisão vai permitir que o semestre letivo termine e comece em 2015.

Pela manhã, uma assembleia de técnicos administrativos da universidade, realizada no campus Pampulha da UFMG, acatou o argumento levado pessoalmente pelo reitor de que não fazer as matrículas a partir de segunda-feira (3) faria com que o semestre letivo terminasse somente em 2016.  Os trabalhadores, assim, aprovaram o retorno às suas atividades nesse dia. Mas, de acordo com o Sindifes (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino), mesmo com o acordo para o retorno das atividades na UFMG, a categoria continua em estado de greve. O movimento de paralisação teve início em 28 de maio.

Ainda de acordo com o sindicato, os trabalhadores aguardam um posicionamento do governo federal sobre as reivindicações do movimento. Na próxima semana, está marcada uma manifestação nacional em Brasília. Caravanas devem sair de Belo Horizonte, Ouro Preto e Juiz de Fora para participar do ato, diz o Sindifes.

A reivindicação inicial dos grevistas era de reajuste salarial de 27,3%, relativo à reposição de perdas com a inflação. A proposta do governo, porém, foi de um reajuste de 21,5% dividido em quatro anos. Assim, a categoria fez uma contraproposta, disposta a negociar esse percentual de aumento, se o período fosse reduzido para dois anos.

Mas o governo, novamente, não aceitou a contraproposta, e apresentou uma outra, mantendo o reajuste de 21,5% em quatro ano, além do reajuste do auxílio alimentação, que passaria de R$ 373 para R$ 458, e reajuste do auxílio saúde, que teria um aumento de 22% sobre o valor recebido pelo trabalhador. Os trabalhadores novamente não aceitaram.

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