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Filhos prestam Enem 2016 com a mãe como "incentivo e solidariedade" em SP

Maria da Penha, 58, fará a prova do Enem ao lado do filho, o engenheiro Eduardo, 37 - Janaina Garcia/UOL
Maria da Penha, 58, fará a prova do Enem ao lado do filho, o engenheiro Eduardo, 37 Imagem: Janaina Garcia/UOL

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

05/11/2016 14h37

A coordenadora administrativa Maria da Penha Pereira Tesche, 58, presta o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pela segunda vez este ano. Moradora de Taquaritinga, na região de Ribeirão Preto (interior paulista), e tecnóloga, ela quer cursar administração. Desta vez, porém, Maria teve uma torcida um pouco mais participativa que em 2015: os dois filhos, já formados e atuantes no mercado de trabalho, decidiram prestar o exame junto com a mãe como forma de incentivá-la.

O UOL conversou com Maria na porta da Uninove, na zona oeste de São Paulo, ao lado do filho, o engenheiro Eduardo Tesche, 37. A outra filha, professora, faria as provas em outra região da capital paulista.

Trabalho há décadas com alunos que prestam vestibular e achei que era minha vez de ir para a faculdade, também."

"Não fiquei tão apreensiva este ano como fiquei ano passado –mas sinto os alunos agora, mais novos que eu, muito apreensivos sobre adiamento ou não da prova”, afirmou, referindo-se ao adiamento do exame a milhares de estudantes, pelo país, devido às ocupações escolares. Eles farão a prova nos dias 3 e 4 de dezembro deste ano.

O MEC (Ministério da Educação) adiou a prova em mais de 400 locais de prova ocupados por estudantes em protesto contra a PEC 241, que limita os gastos públicos, e a medida provisória que vai mudar o ensino médio. 

Para a candidata, “seria mais razoável que adiassem para todos”. “Mas estou aqui confiante –afinal, lá se vão 38 anos que não frequento os bancos escolares”, declarou.

O filho dela, por outro lado, aparentava uma tranquilidade incomum para um candidato prestes a fazer quatro horas e meia de provas. Ele fez questão de explicar: “Estou prestando mesmo em solidariedade e apoio à minha mãe. Já estudei demais para passar no vestibular, anos atrás, e não me afeto mais com essas provas”, riu.

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