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Como será a volta às aulas presenciais em São Paulo

Alex Almeida/Folhapress
Imagem: Alex Almeida/Folhapress

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

24/06/2020 19h54

O governo do estado de São Paulo divulgou hoje um plano para a retomada das aulas presenciais, que estão suspensas desde o fim de março devido à crise do novo coronavírus.

O plano para a reabertura das escolas é dividido em três etapas. Na primeira delas, prevista para ter início no dia 8 de setembro, as unidades de ensino poderão funcionar com 35% da capacidade máxima de alunos.

Para isso, segundo o governo, será feito um esquema de rodízio entre os estudantes. Há também a recomendação de que seja mantido um sistema híbrido, com atividades a distância além das aulas presenciais.

Veja, abaixo, perguntas e respostas sobre a retomada das aulas presenciais em São Paulo.

Quando voltam as aulas?

A volta das atividades presenciais nas escolas de todo o estado está prevista para o dia 8 de setembro, com 35% dos alunos.

A confirmação da reabertura das escolas nessa data, no entanto, dependerá da permanência de todas as cidades do estado na fase amarela (fase 3) do plano de flexibilização da economia, o chamado Plano São Paulo, por pelo menos 28 dias. De acordo com o governo, todo o estado retomará as aulas presenciais no mesmo dia.

Na fase amarela de reabertura da economia, há liberação do funcionamento de shopping centers, bares, restaurantes e comércio com restrições.

Como vai ser feito o rodízio?

Segundo o secretário-executivo da secretaria de Educação, Haroldo Rocha, as redes terão autonomia para decidir quais alunos voltarão primeiro.

Na rede estadual, segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, a previsão é de que haja um rodízio entre os alunos de forma que todos os estudantes tenham a oportunidade de ir à escola e entregar atividades pelo menos uma vez por semana.

De acordo com o secretário, os protocolos específicos da rede estadual serão divulgados na próxima semana.

Quais são as próximas etapas da retomada?

Ainda não há data prevista para a liberação da segunda e da terceira etapas do plano de retomada das aulas.

Para a segunda etapa, com até 70% dos alunos nas escolas, 60% das cidades devem ter permanecido por ao menos 14 dias na fase 4 (verde).

Já o retorno completo só acontecerá quando todos os departamentos regionais estiverem na fase 4 de reabertura.

Vai valer para todo mundo?

Sim. A medida será válida para escolas públicas e privadas e contemplará todas as etapas de ensino, passando pela educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e ensino superior.

De acordo com o governo, há 13,3 milhões de alunos em todo o sistema de ensino.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, é possível que universidades adotem protocolos ainda mais restritivos.

"As universidades podem ser mais restritivas do que a regra geral, dada a sua autonomia", disse. "Tivemos reunião com todos os reitores, eles estão alinhados com os protocolos [do estado]. Mas disseram que talvez tenham que adotar protocolos mais rígidos".

Quais as medidas de higiene e segurança?

Para a reabertura, será preciso cumprir protocolos como:

  • Distanciamento de 1,5 m entre as pessoas, inclusive para a realização de atividades de educação física
  • Uso obrigatório de máscaras
  • Organizar horários de entrada e saída para evitar aglomerações
  • Proibição de feiras, palestras, seminários, competições esportivas e assembleias
  • Intervalos e recreios devem ser feitos com revezamento de turmas, em horários alternados
  • Proibição do uso de bebedouros compartilhados
  • Higienizar banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e no mínimo a cada três horas
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e superfícies tocadas com frequência (como maçanetas, corrimãos e carteiras) antes do início das aulas de cada turno
  • Manter os ambientes ventilados, com janelas e portas abertas