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USP suspende retorno compulsário dos funcionários às atividades presenciais

Segundo o vice-reitor da USP, há um "quadro de incertezas e instabilidades" em São Paulo - Divulgação/Agência USP
Segundo o vice-reitor da USP, há um "quadro de incertezas e instabilidades" em São Paulo Imagem: Divulgação/Agência USP

Do UOL, em São Paulo*

18/11/2020 19h48

A reitoria da USP (Universidade de São Paulo) suspendeu o retorno compulsório de funcionários às atividades presenciais. A decisão foi anunciada anteontem.

Segundo o documento, há um "quadro de incertezas e instabilidades" em São Paulo considerando o "aumento sistemático do número de internações hospitalares na última semana, tanto na rede pública quanto na rede privada".

No início da semana, o governo João Doria (PSDB) anunciou alta de 18% nas hospitalizações pela doença. Na avaliação do pesquisador Domingos Alves, responsável pelo LIS (Laboratório de Inteligência em Saúde) da USP, o Brasil enfrenta a segunda onda da covid-19.

De acordo com o documento, assinado pelo vice-reitor Antonio Hernanes, a suspensão é momentânea. Hernanes também é coordenador do Grupo de Trabalho para a Elaboração do Plano de Readequação do Ano Acadêmico de 2020.

Em outubro, a reitoria da USP propôs a retomada gradual compulsória das atividades laborais presenciais pelos servidores técnicos e administrativos. Na época, entretanto, a tendência era de recuo sistemático da transmissão da covid-19.

"No momento, passadas quatro semanas, a tendência dos dados se reverte e nos coloca sob estado de cautela e cuidado", escreveu Hernanes no comunicado.

O retorno fica suspenso "até que a evolução do quadro epidemiológico volte a se apresentar com clareza e segurança".

Unicamp e Unesp freiam retomada

Na Unicamp, a alta nas internações no estado de São Paulo adiou o início da próxima fase de flexibilização, em que seria permitida a presença de até 50% dos alunos de graduação e pós e de até 80% dos funcionários.

Essa etapa da flexibilização estava, inicialmente, prevista para o dia 30 de novembro, mas foi transferida para 14 de dezembro, "a fim de se observar a evolução da pandemia".

A universidade de Campinas fala em "alterações de cenário", mas afirma que "não há, internamente, nenhuma evidência de recrudescimento da pandemia na comunidade universitária".

Nesta semana, a universidade autorizou a ida de até 25% dos alunos de graduação e pós e de até 60% dos funcionários. Segundo a Unicamp, essa permissão de retorno está mantida.

Só 21,3% dos servidores técnico-administrativos voltaram ao câmpus. "A recomendação é para que as unidades e órgãos continuem com atividades predominantemente remotas."

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), que autorizou a retomada apenas de aulas práticas de alguns cursos nas áreas de saúde e a volta de parte dos funcionários técnico-administrativos, as definições sobre o retorno têm sido feitas de modo regionalizado e algumas unidades já cogitam desacelerar a retomada dos servidores, mantendo a maioria em teletrabalho por enquanto.

*Com informações do Estadão Conteúdo