Se tiver que fechar, a última coisa que vai fechar é a escola, diz Paes
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), disse hoje que as escolas serão as últimas a fechar caso haja necessidade de tomar medidas mais duras para conter a disseminação da covid-19 na cidade.
"Se tiver que fechar alguma coisa daqui pra frente, a última coisa que vai fechar é a escola", disse ele hoje, durante coletiva de imprensa.
"Vai fechar o comércio antes, vai fechar a academia antes, a piscina antes, a praia antes. Vamos inverter essa lógica maluca que se inventou no Brasil que a gente vai abrindo tudo e a escola fica fechada (...) Chega, a gente já tem uma pandemia que tem trazido mortes de muita gente e a gente não precisa matar uma geração de crianças que não vão conseguir se alfabetizar, que não vão ter aprendizado adequado. Chega", acrescentou.
A fala do prefeito ocorreu após anúncio de que todas as 33 Regiões Administrativas do Rio que estavam listadas na semana passada como áreas com alto risco de transmissão da covid-19 seguem nesta classificação.
A Prefeitura do Rio anunciou, na última quarta-feira (27) que as aulas na rede municipal de ensino serão retomadas de forma remota no próximo dia 8. A volta das atividades será dividida em duas etapas: em um primeiro momento, os estudantes receberão livros e apostilas com exercícios para que sejam feitos em casa e corrigidos posteriormente.
Duas semanas depois dessa etapa, a Prefeitura pretende lançar um aplicativo para possibilitar aulas ao vivo para os estudantes. Tendo em vista o alto número de estudantes sem acesso à internet, o governo municipal pretende distribuir pacotes de dados de 1 gigabyte por mês para cerca de 680 mil alunos, que terão acesso a materiais didáticos por meio de um aplicativo.
A partir do dia 24 de fevereiro, as unidades de ensino voltarão a receber alunos de forma presencial. A retomada será gradual, até o dia 24 de março.
Em um mês, a expectativa é de que todos os alunos, da pré-escola ao 9º ano do ensino fundamental, já tenham retornado às salas de aula, com turnos de até três horas por dia.
Profissionais de educação, de acordo com o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, serão os próximos vacinados depois dos idosos. Ainda assim, o retorno às aulas será facultativo.
* Com reportagem de Gabriel Sabóia, do UOL, no Rio de Janeiro
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