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Secretário de Saúde de SP defende suspensão das aulas presenciais

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn; secretários divergem sobre aulas presenciais - Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn; secretários divergem sobre aulas presenciais Imagem: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

02/03/2021 15h09

O secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, defendeu a suspensão das aulas presenciais em todo o estado. O problema, para ele, é o risco que a circulação de pessoas estimulada pela volta às aulas traz.

"Se nós estamos entendendo que as pessoas estão em risco circulando temos que avaliar as situações em que as pessoas estão expostas, então temos que avaliar as escolas. O problema não são as escolas, mas a circulação das pessoas em seus entornos. Professores, pais que levam os filhos, no transporte público. Nos próximos dias vale a observação disso", afirmou.

Segundo o secretário, ele vai levar o tema para análise com especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo.

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, tem defendido que as escolas sejam as últimas a fechar e as primeiras a abrir, uma vez que o longo tempo de fechamento vem causando prejuízos às crianças e adolescentes. mostrando divergência na equipe do governador João Doria (PSDB).

A rede estadual retomou as aulas no dia 8 de fevereiro. O governo estadual autorizou a abertura das unidades escolares mesmo nas fases mais restritivas do Plano São Paulo, colocando a educação como serviço essencial. As escolas estão funcionando em esquema de rodízio e com capacidade até 35% dos alunos matriculados.

Ontem, secretários estaduais de Saúde publicaram carta aberta ao governo federal pedindo pelo estreitamento das medidas de prevenção ao novo coronavírus e a volta do auxílio emergencial. Gorinchteyn não assinou a carta.

A suspensão das aulas presenciais é uma das medidas pedidas pelos secretários. Entre as outras estão o toque de recolher noturno — das 20h às 6h — e aos finais de semana; "restrição em nível máximo" das atividades em regiões com ocupação de leitos acima de 85%; proibição de eventos presenciais como shows, atividades religiosas e esportivas; fechamento de bares de praias, além da adoção do trabalho remoto nas esferas públicas e privadas.

Conselhos divergem sobre aulas presenciais

O Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) criticou por meio de nota o que chamou de "defesa da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país". A manifestação do Consed ocorre um dia após o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) pedir a suspensão do funcionamento das escolas, entre outras medidas, para conter o avanço da pandemia no Brasil.

O conselho que reúne os secretários estaduais de Educação pondera que a maioria das escolas brasileiras, especialmente na educação pública, está fechada há quase um ano, "com graves prejuízos para aprendizagem e para os aspectos socioemocionais".

Diante desse contexto, o Consed sugere que comitês científicos, autoridades sanitárias e gestores educacionais definam, "localmente, com serenidade, sobre o modelo organizacional de ensino nas escolas, com segurança para estudantes e profissionais, observando os possíveis prejuízos educacionais que podem penalizar milhões de estudantes brasileiros".

*Com informações da Agência Estado