PUBLICIDADE
Topo

Bolsonaro suspende obrigatoriedade de 200 dias letivos em 2021

Jair Bolsonaro sancionou hoje lei que desobriga escolas e universidades de cumprirem a quantidade mínima de dias letivos em 2021 - FG Trade/iStock/Getty Images
Jair Bolsonaro sancionou hoje lei que desobriga escolas e universidades de cumprirem a quantidade mínima de dias letivos em 2021 Imagem: FG Trade/iStock/Getty Images

Colaboração para o UOL, em Brasília

13/10/2021 21h31Atualizada em 13/10/2021 21h31

O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje lei que desobriga escolas e universidades de cumprirem a quantidade mínima de dias letivos em 2021. A sanção será publicada no "Diário Oficial da União" desta quinta (14).

"A sanção presidencial visa a afastar interpretações equivocadas quanto à produção dos efeitos da Lei citada, assegurando a necessária organização do calendário escolar enquanto perdurar as medidas de enfrentamento da pandemia", disse a Secretaria Geral da Presidência da República, em nota assinada pelo Ministério da Educação (MEC).

Uma lei no mesmo sentido chegou a ser sancionada em agosto de 2020, mas perdeu validade porque estava vinculada ao decreto de calamidade pública caducou em dezembro do ano passado.

O projeto foi aprovado no Congresso Nacional em setembro, mas a Secretaria Geral não informou se o Planalto vetou trechos. O texto original prevê que o retorno às aulas presenciais seja vinculado a diretrizes de autoridades sanitárias e a regras estabelecidas pelo sistema de ensino.

O texto aprovado pelo Congresso desobriga a compensação no ano que vem de horas não cumpridas este ano no caso da educação infantil, mas a exige no caso dos ensinos fundamental e médio.

Aos alunos que estão perto de concluir o ensino médio, a lei possibilita que o estudante faça a matrícula suplementar em mais um ano letivo, relativo às horas prejudicadas pela pandemia. Para isso, é preciso que haja disponibilidade de vagas na rede pública.

A lei libera universitários de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. A carga horária anual mínima, no entanto, deve ser mantida. Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o estudante cumpra 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

Federais: sem previsão de retorno presencial

Ao menos 25 universidades federais não têm previsão para liberar o retorno de todas as aulas no esquema presencial. A maioria das instituições, no momento, mantém apenas atividades práticas, principalmente dos cursos de Saúde, no presencial.

O UOL entrou em contato com as 69 universidades federais do país. Dez pretendem restabelecer todo o funcionamento presencial a partir de 2022. Quatro informaram que até liberaram as aulas presenciais, mas o sistema ainda não foi retomado totalmente.

Quatro universidades federais já liberaram as aulas presenciais para além das atividades práticas, mas cada uma delas tem seguido um critério. A UFR (Universidade Federal de Rondonópolis), por exemplo, tem disponibilizado novas disciplinas. Caso elas sejam aprovadas pelos professores e tenham alunos interessados, funcionam no presencial.