Contaminação na USP Leste

Novo parecer do MPE é contrário a liberar USP Leste

São Paulo - O Ministério Público Estadual (MPE) deu novo parecer contra a liberação do câmpus da USP Leste, interditado desde janeiro por problemas ambientais. Segundo o documento enviado à Justiça, não é possível afirmar que está afastado o risco de explosões no local, contaminado por gás metano e óleos minerais cancerígenos. O pedido de reabertura havia sido feito pela USP.

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Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que "os últimos dados de medição dos gases na área continuam não constatando uma situação de risco iminente", mas é necessário o sistema para remover o metano. De acordo com a USP, já foi contratada a instalação de chaminés e são providenciadas bombas de extração de gases para a unidade.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Histórico

Apesar de os problemas ambientais serem antigos na EACH, o caso só veio à tona em setembro do ano passado, depois que a USP foi autuada pela Cetesb e os professores e alunos começaram uma greve que durou 50 dias.

Em outubro, a Cetesb multou a USP em R$ 96.869,35 por não ter solucionado o problema ambiental e por estabelecer prazos considerados insatisfatórios. Em seguida, foi a vez de a Justiça determinar a interdição do campus, medida que foi cumprida no início de janeiro deste ano.

A reitoria diz que estuda possibilidades de usar outros prédios para que as aulas sejam retomadas no dia 10 de março na EACH, caso o campus não seja liberado pela Justiça.

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