Com cerca de 70 escolas ocupadas, Rio tenta transferir alunos

No Rio de Janeiro

Com cerca de 70 escolas de sua rede ocupadas por alunos, parte delas, há mais de um mês, a Secretaria de Educação do Estado do Rio busca espaços alternativos para abrigar os estudantes que não aderiram ao protesto. Uma igreja na Ilha do Governador, zona norte da capital, e uma associação de moradores de Niterói, cidade na região metropolitana, ofereceram imóveis que já estão recebendo turmas.

O Estado sustenta que as ocupações prejudicam não só os alunos que querem ter aulas regulares, mas também os que se formarão neste ano. "(Os integrantes das ocupações) são minoria, sim, basta comparar o número de participantes e o total de alunos. Isso não é justo com a maioria", disse o chefe de gabinete da Secretaria de Educação, Caio Lima.

"Se a gente fosse uma minoria, não seriam 70 escolas ocupadas, o secretário (Antônio Neto) não teria vindo pessoalmente aqui para fazer a gente desocupar", disse Sarah Chinchilla, de 17 anos, que ocupa com 30 colegas o Colégio Estadual Central do Brasil, no Meier, zona norte.

Na segunda-feira, 2, Marisa Monte fez uma breve apresentação de meia hora para estudantes no André Maurois, ocupado há 11 dias, e se despediu dizendo: "Continuem na luta". O cantor Leoni também fez uma apresentação.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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