Topo

Para planejar graduação ou pós no exterior, o ideal é começar preparativos um ano antes

Fabíola Ortiz

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/09/2012 09h54Atualizada em 06/09/2012 14h50

O ano letivo das universidades norte-americanas começa em setembro. Segundo Rita Moriconi da Education USA no Cone Sul, o ideal é começar os preparativos com um ano de antecedência. “O prazo limite de inscrições vai de dezembro do ano anterior até fevereiro”, explica Rita.

Para um estudante que quer fazer uma graduação, tem que ter o TOEFL (Test Of English as a Foreign Language), o SAT (Scholastic Aptitude Test) que é um dos exames exigidos por universidades americanas para admissão a programas de graduação.

INTERCÂMBIO

  • Arquivo pessoal

    Ensino médio no exterior: tem de ter "cara de pau"; leia histórias

  • Fabíola Ortiz/UOL

    Feira de intercâmbio é boa oportunidade de tirar dúvidas; confira agenda

Já nos cursos de pós, como mestrado e doutorado, é exigido o GRE (General Test) -- exame de múltipla escolha que mede a capacidade de raciocínio verbal, quantitativo e analítico. 

Do ensino médio para o exterior, ou antes

Victoria Freire, de 17 anos, estuda no terceiro ano do ensino médio em Recife e aproveitou as férias no Rio de Janeiro para visitar a feira e garante que, em 2013, quer estar matriculada em uma universidade americana. 

“Fazer uma faculdade nos Estados Unidos ajuda no currículo. Meu irmão que foi para ficar um ano já esta há cinco”, disse. Ela conta que se entusiasmou pela experiência do irmão que cursa ciências da computação em uma universidade no Alabama. “Meu pai também quer que eu vá”. E para melhorar a fluência no inglês, ela já organizou um curso de três meses em Nova York, ainda neste ano.

A adolescente Amanda Machado, de 16 anos, foi à feira acompanhada do pai André Machado, 46, para conhecer a oferta de cursos. Ela ainda estuda o segundo ano do ensino médio e já sonha em fazer medicina numa universidade estrangeira.

“A gente está olhando tudo. Já me falaram que medicina é difícil entrar, são quatro anos de curso pré-med e depois a faculdade em si. Mas eu quero fazer Medicina lá”, afirmou Amanda, que esteve recentemente na Inglaterra para um curso de três semanas para aprimorar o idioma.

A estudante aposta nas top: quer tentar a universidade Johns Hopkins, em Baltimore; Harvard, Pennsylvania e Columbia University em Nova York. Para isso, ela já pensa em concluir o ensino médio nos Estados Unidos para facilitar o ingresso na universidade.

Já o pai, que foi acompanhando a filha, também tem interesse em fazer doutorado em administração de empresas. Ele afirma que estimula a escolha da filha. 

VEJA TAMBÉM

  • Shutterstock

    EUA está entre os destinos mais procurados pelos brasileiros

  • Reprodução/SXC

    Saiba quais são os países mais populares para intercâmbio

  • Divulgação

    Veja fotos enviadas pelos internautas e mande a sua

Pós no exterior

A carioca Camila Figueiredo, de 21 anos, que está prestes a se formar em relações internacionais na PUC-Rio, busca mestrado nos EUA e já tem a sua favorita, a Columbia University.

“Eu quero ir o mais rápido possível, se der vou ano que vem. Estudar lá fora dá uma base importante. Eu quero ainda tentar uma bolsa, já vi que eles tem vários tipos de bolsa e ajuda”, disse. Camila pensa em ficar quatro anos fora e tem ambição de trabalhar na ONU. 

A mesma impressão não é compartilhada por Mariana da Rocha Fragoso, de 26 anos, que está no último ano de letras com especialidade em inglês-português. “Quero fazer um 'master’s degree' [pós]. Vim à feira em busca de programas de bolsa de estudos porque as mensalidades são caras. Eu não tenho como pagar e não é fácil encontrar oferta de bolsa”, conta Mariana.“Eu não me encaixo no programa Ciência Sem Fronteiras [programa governo federal que concede bolsas para estudos no exterior]”, lamentou.

Avanço

A EducationUSA já tem dez edições, mas só agora algumas universidades resolveram apostar nos jovens brasileiros. É o caso da universidade Xavier em New Orleans, na Louisiana. Esta é a primeira vez que um representante seu vem a uma missão no Brasil. Dos 3.500 alunos da instituição, apenas 25 são estrangeiros, e nenhum brasileiro.

“A universidade Xavier oferece cursos em ciências, área farmacêutica, engenharia, ‘Liberal Arts’ ligado às humanidades, direito e comunicações. Somos uma faculdade majoritariamente de negros e agora estamos querendo recrutar estudantes internacionais e atrair os brasileiros para a nossa universidade”, afirmou o diretor do centro intercultural e de programas internacionais da universidade, Torian Lee.

O representante da instituição em New Orleans admite que tem sido muito abordado por estudantes brasileiros curiosos para saber sobre os cursos oferecidos. “Estamos com grandes expectativas. Muitos fazem perguntas pertinentes dos nossos programas. Queremos nos engajar com os países da América Latina e, especialmente, o Brasil”, argumentou Torian Lee.

Por ser uma universidade privada, a instituição oferece programas de bolsas de estudo. Os brasileiros podem concorrer a bolsas de estudos com os mesmos direitos que tem os americanos. Os três critérios, ressalta Lee, são boas notas, cartas de recomendação do diretor da escola do ensino médio e ter um bom nível de inglês.