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Manifestantes tentam invadir sede do governo do Paraná

Lucas Gabriel Marins

Do UOL, em Curitiba

30/04/2015 15h32

Um grupo de manifestantes tentou invadir a Assembleia Legislativa e o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, durante ato em apoio aos professores realizado na tarde desta quinta-feira (30). No empurra-empurra, um estudante foi preso pelos seguranças dos órgãos e levado para o 1º Distrito Policial de Curitiba.

Cerca de 2 mil pessoas participam da manifestação, segundo o tenente da Polícia Militar Cretã Batista. Entre elas está a estudante de letras Janis Caroline, 21 anos. “Vim porque quero ser professora e não acho justo o que fizeram ontem. Eu estava aqui e vi sangue para todo lado. Foi horrível”, conta.

Os estudantes gritam frases como “Beto Richa, fascista”, “Não tem arrego, você tira a educação e eu tiro o seu sossego” e “Não sou bandido e nem animal, então me explica a repressão policial”. Alguns seguram faixas em apoio aos professores. 

Efetivo policial

A Polícia Militar colocou um carro na entrada do Centro Cívico. “A orientação é isolar a área e não deixar nenhum veículo passar”, conta o tenente Batista.  Segundo ele, o efetivo de 1.600 policiais, escalado pelo governador Beto Richa (PSDB) para conter os professores ontem, está dentro Palácio do Iguaçu.

A prefeitura de Curitiba limpou o entorno da Assembleia durante a madrugada. Há apenas alguns estilhaços de bombas. As barracas, que serviram de abrigo aos professores, já foram retiradas.  Diferente do cerco formado ontem, há apenas quatro viaturas da polícia e 12 policiais.

Protestos

Ontem mais de 200 pessoas ficaram feridas durante protesto de professores no centro cívico de Curitiba. O confronto começou depois que os professores estaduais tentaram romper o cerco da Polícia Militar na Assembleia Legislativa. A PM reagiu com bombas de gás e balas de borracha, manifestantes.

Os protestos ocorreram no Legislativo porque os deputados votaram, a portas fechadas, o projeto do governo Beto Richa (PSDB) que modifica a previdência dos funcionários públicos estaduais. O projeto acabou aprovado pelos deputados. A proposta reduz a contribuição do governo  sobre as pensões pagas pelo Estado no PR. Os manifestantes dizem que perderam benefícios.