Festa do trabalhador é "substituída" por ato em apoio aos professores no PR
Em Curitiba, a tradicional festa do Dia do Trabalhador foi cancelada. No lugar da comemoração, o Centro Cívico da Cidade recebe na manhã de hoje um ato contra a violência sofrida por professores no embate da última quarta-feira (29), que deixou 392 feridos, segundo o sindicato da categoria. O cancelamento foi comunicado pela UGT (União Geral dos Trabalhadores do Estado do Paraná) na noite dessa quinta-feira (30).
Cerca de 500 manifestantes, vestidos de preto, estão reunidos na Praça 19 de Dezembro, no Centro Cívico. A estátua do Homem Nu, símbolo da praça, foi coberta com um pano preto. Vários cartazes, com frases “Basta de corrupção”, “Plebiscito já, pela reforma política” e “Menos bala. Mais giz. Somos todos professores” foram espalhados no local. Algumas barracas distribuem panfletos, faixas e camisetas para serem usadas durante a manifestação.
A professora universitária Tissiana Pereira levou a filha de 5 anos para o ato. “Ela sempre me acompanha. Acreditamos na democracia e estamos indignados com o que aconteceu no Centro Cívico”, conta. Além de famílias, professores e diversas categorias, também há estudantes, como Jessica Martins. “Vim por causa do massacra que ocorreu aqui”, relata.
Caminhada
Da Praça 19 de Dezembro os manifestantes seguirão para a Praça Nossa Senhora de Salete, palco dos últimos protestos em Curitiba. A manifestação de hoje foi organizada por meio das redes sociais. Por volta das 16 horas, outro protesto será realizado em frente ao Palácio Iguaçu, onde ontem, segundo o tenente Cretã Batista, da Polícia Militar do Paraná, cerca de 2 mil manifestantes fizeram um ato contra a violência. Três foram detidos.
Protestos
Na última quarta-feira (29), mais de 200 pessoas ficaram feridas durante protesto de professores no centro cívico de Curitiba. O confronto começou depois que os professores estaduais tentaram romper o cerco da Polícia Militar na Assembleia Legislativa. A PM reagiu com bombas de gás e balas de borracha.
Os protestos ocorreram no Legislativo porque os deputados votaram, a portas fechadas, o projeto do governo Beto Richa (PSDB) que modifica a previdência dos funcionários públicos estaduais. O projeto acabou aprovado pelos deputados. A proposta reduz a contribuição do governo sobre as pensões pagas pelo Estado no Paraná. Os manifestantes afirmam que perderão benefícios.
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