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Sem acordo, Justiça determina reintegração de posse do Centro Paula Souza

Policiais se posicionam no saguçao da sede do Centro Paula Souza na última segunda-feira (2) - Rogério Padula/Estadão Conteúdo
Policiais se posicionam no saguçao da sede do Centro Paula Souza na última segunda-feira (2) Imagem: Rogério Padula/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

04/05/2016 19h08

A reunião de conciliação entre representantes do grupo de estudantes das Escolas Técnicas do Estado (ETECs) e do governo estadual de São Paulo terminou sem acordo entra as partes. Em decorrência disso, a Justiça determinou reintegração de posse para desocupar o prédio do Centro Paula Souza, localizado na região central da capital, na manhã desta quinta-feira (05).

Os estudantes terão até as 9h para deixarem o local voluntariamente, informa a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso contrário, a Polícia Militar do Estado de São Paulo poderá entrar em cena, a partir das 10h.

O juiz Luis Manuel Fonseca Pires, que presidiu a audiência, impôs algumas condições para a utilização da força policial. Uma delas é que o secretário de segurança pública do estado, Alexandre de Moraes, esteja presente. Outra é que não sejam usadas nem armas letais e nem armas não letais – com efeito, significa que a PM, se acionada, não poderá utilizar bombas de gás ou balas de borracha. 

A reunião ocorreu no Fórum Hely Lopes Meirelles. Além dos estudantes, foi acompanhada por representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Procuradoria do Estado. O Centro Paula Souza, ocupado desde quinta-feira (28), é responsável pela administração das ETECs. 

Chefe de gabinete do Centro Paula Souza, Luiz Carlos Quadrelli afirmou que os estudantes não concordaram com o acordo proposto. A sugestão é que o grupo deixasse o local para que as negociações se iniciassem mais rápido. 

Os estudantes que participaram da reunião se manifestaram na saída do prédio. "Não houve nenhum acordo com o governo do Estado, que continuará deixando os alunos da rede pública passando fome. Nossa luta pela merenda não acabará depois da desocupação de amanhã, ela continuará firme e forte até que o último estudante se alimentar dignamente", disseram.