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Damares disse que Igreja "perdeu espaço" com teoria da evolução nas escolas

Do UOL, em São Paulo

09/01/2019 21h52Atualizada em 10/01/2019 21h24

Um vídeo que começou a circular nesta quarta-feira (9) mostra Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, afirmando que a Igreja Evangélica "perdeu espaço" na história e na ciência quando "deixou" a teoria da evolução "entrar nas escolas".

Nas imagens, Damares é entrevistada pela pastora Cynthia Ferreira, do portal "Fé em Jesus". Não é possível saber quando o vídeo foi gravado, nem a duração total dele. O trecho que circula na internet tem 53 segundos e começa com a pastora perguntando a Damares qual deve ser o papel da Igreja na política. 

"A Igreja Evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos, quando nós não fomos ocupar a ciência", responde a ministra.

"A Igreja Evangélica deixou a ciência para lá. 'Vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha'. E aí, cientistas tomaram conta dessa área, e nós nos afastamos", completa.

Desde que assumiu o cargo no novo governo, Damares, que é pastora, já deu declarações polêmicas, como a de que ela é "terrivelmente cristã", embora o Estado seja laico, e prometeu dar fim a um suposto "doutrinamento ideológico" das crianças.

Outra fala polêmica de Damares foi a de que "menino veste azul, e menina veste rosa". Segundo ela, seu objetivo foi fazer uma metáfora contra a "ideologia de gênero".

Damares: "Menino veste azul, e menina veste rosa"

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Em nota enviada ao UOL na manhã de quinta (10), a assessoria do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos explicou que a afirmação de Damares ocorreu em uma exposição teológica e negou que a relação das declarações com a atuação da ministra no cargo.

"Em nota o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos informa que a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica e não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas por este ministério. Não há relação entre a atuação da titular desta pasta como líder religiosa e suas funções como gestora pública", informou a assessoria.

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