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Tabata acusa Weintraub de divulgar seu telefone e diz que vai processá-lo

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo*

2019-05-22T14:53:28

2019-05-22T16:54:25

22/05/2019 14h53Atualizada em 22/05/2019 16h54

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) disse hoje que vai à Justiça contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ela acusa o ministro de ter divulgado seu número de telefone pessoal em uma audiência pública nesta manhã na Câmara dos Deputados.

"Queria dizer que estou entrando com um processo por danos morais contra o senhor por distribuir, em uma comissão pública, prints [material impresso] com o meu número pessoal, da minha equipe, com mentiras. Isso não é atitude de um ministro", disse a deputada.

"Tenho vergonha de a gente estar aqui, eu cobrando planejamento estratégico, falando de coisas sérias, com respeito, e o senhor me responder com isso, isso aqui é falta de maturidade", completou, exibindo um papel.

Guilherme Mazieiro/UOL
Documento que teria sido distribuído pela assessoria do ministro Abraham Weintraub Imagem: Guilherme Mazieiro/UOL
Nele, é possível ler o título "tentativas de contato" ao lado de uma montagem de um telefone celular com os dizeres "tentativa 01: 13/03/19". O documento tem mais de uma página --na primeira, não é possível identificar números de telefone. Weintraub assumiu o ministério em 9 de abril.

Parlamentares procurados pelo UOL confirmaram que a assessoria do ministro distribuiu o documento pelo plenário onde acontecia a audiência.

Em uma fala anterior, o ministro afirmou ter convidado a deputada para participar de reuniões no MEC (Ministério da Educação) quatro vezes. "A sua equipe talvez não tenha passado, mas aí é uma questão de gestão da equipe da senhora, senhorita", disse o ministro.

A parlamentar, no entanto, afirmou que foram feitos três convites --todos na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que deixou o MEC em abril. "O senhor não tem o direito de questionar a minha gestão. Ao contrário do senhor, eu conheço e confio na minha equipe", disse Tabata.

Quando recebeu a palavra novamente, Weintraub não citou nominalmente a deputada e nem respondeu às acusações de ter compartilhado o telefone da parlamentar. Em resposta a outros deputados, disse ter sido chamado de "mentiroso" e de "cretino" e, mesmo assim, continuou se "comportando bem" durante a audiência.

"Me chamam de mentiroso, de cretino, de idiota. De tudo o que vocês possam imaginar. E eu estou me comportando bem, eu não estou respondendo de uma forma que envergonhe o pagador de imposto", afirmou. "Eu acho que não faltei com o respeito, não falei nenhum palavrão, estou me comportando razoavelmente bem. Então, nesse aspecto, prefiro que parem de falar que eu sou mentiroso, porque eu não sou", completou.

O UOL tentou contato com o MEC e aguarda retorno. (*Colaborou Guilherme Mazieiro, do UOL em Brasília)

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