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Weintraub deve ser ouvido em comissão por suposta improbidade, diz jornal

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante o primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional - Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante o primeiro culto de Santa Ceia de 2020 da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 13h10

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, deverá ser ouvido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República por ter usado dois assessores especiais de sua pasta como advogados em ações de interesses privados, segundo o jornal O Globo.

De acordo com a publicação, Paulo Henrique Lucon, presidente da comissão, disse que "a tendência do colegiado será determinar que o senhor ministro [Weintraub] se manifeste" sobre o uso dos assessores como advogados.

Segundo o site da comissão, a próxima reunião do colegiado deve ocorrer na próxima terça-feira, dia 26 de maio.

O uso de assessores do Ministério da Educação (MEC) como advogados em ações de interesses pessoais de Weintraub foi revelado pelo O Globo na última terça-feira.

Auro Hadana e Victor Sarfatis, assessores da pasta, representaram Weintraub em ações na Justiça contra o site Brasil 247, a revista Fórum, uma jornalista do Valor Econômico e o escritor Paulo Ghiraldelli.

Dois advogados ouvidos pelo jornal disseram que o ato pode configurar improbidade administrativa. Procurado pela publicação, o Ministério da Educação alegou que não há irregularidade e informou que foi Weintraub quem pagou os dois, e não o ministério.

O UOL buscou contato com a Comissão da Ética Pública da Presidência da República para confirmar a informação reportada pelo O Globo de que o ministro deverá ser ouvido pela colegiado do órgão, mas não obteve resposta até a publicação desta nota.

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