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Curso aplica sistema de ensino da Finlândia e repassa tecnologia a escolas

Curso investiu R$ 900 mil em aulas virtuais como as de Nando Nizoli, professor de matemática - Tuddo Comunicação
Curso investiu R$ 900 mil em aulas virtuais como as de Nando Nizoli, professor de matemática Imagem: Tuddo Comunicação

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

08/07/2020 12h11

O sistema de ensino finlandês se tornou referência para o Brasil. O trabalho híbrido aplicado nas escolas do país europeu foi importado pelo Hexag, curso pré-vestibular, e é repassado às escolas brasileiras.

Com uma integração entre estudos presenciais e remotos, a ferramenta possibilita mais interação entre alunos e professores. De acordo com Herlan Fellini, diretor do curso que é pioneiro no assunto em terras brasileiras, a aplicação do sistema possibilita maior aprendizado aos estudantes.

"O sistema híbrido faz uma abordagem pedagógica, que combina atividade presencial com atividade por meio da tecnologia. Não necessariamente é na casa da pessoa, pode ser em uma biblioteca, pode ser em um laboratório. O Hexag já trabalhava dessa forma", disse ao UOL.

"O que é o sistema híbrido? Ele tem foco na aprendizagem do aluno. O aluno começa a ser participativo. Isso envolve o aluno, a metodologia se torna mais ativa. O ensino passa a ser interdisciplinar. A professora começa a interagir com o aluno. Eles têm inglês desde cedo, é uma escola bilíngue, que leciona inglês e italiano. Orientamos às professoras a fazerem um mini teatro. Isso prende a atenção e deixa a criança ativa no processo. O ensino híbrido não é uma tendência, ele veio para ficar. Isso me encanta desde 2014, mas emergiu por causa da pandemia. O aluno é como o atleta de alta performance. É extrair o máximo da pessoa para que ela atinja o alto nível de rendimento", acrescentou.

O sucesso da ferramenta no Hexag fez com que algumas escolas do país procurassem Herlan Fellini a fim de replicar o sistema de ensino importando da Finlândia.

"Se o Hexag tivesse implantado um sistema de ensino nas escolas, a educação não teria problemas. Ninguém sabe mexer com sistema híbrido no país. Em 2014, eu e o Felipe Fillat, que é o coordenador na unidade de São José dos Campos, fomos para a Finlândia. Em 2014, isso já era uma realidade lá. No ano que vem, o nosso sistema de ensino será levado para as escolas. A gente está ditando o ritmo nessa pandemia", declarou.

"O sistema híbrido é isso, foco na aprendizagem do aluno. As escolas nos procuram, mas por que não temos um sistema para disponibilizar para as escolas? Desde 2014, quando fomos para a Finlândia, trouxemos toda a estrutura para criar um sistema de ensino que não existe no Brasil. É o sistema de ensino híbrido. Se já houvesse isso aqui, as escolas não sofreriam como estão sofrendo. Tem uma escola no Alto da Lapa (bairro da zona oeste de São Paulo) que prestamos assessoria, chamada Educazione Integrata. Os pais estão completamente satisfeitos. Lá, eles não perderam alunos de maternal nem de jardim. A pré-escola foi a que mais sofreu com essa pandemia", completou.