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Pará só voltará às aulas quando for seguro para todos, diz governo estadual

"Manter a suspensão das aulas é uma decisão difícil, porém necessária", afirmou o governo do Pará - Divulgação/Governo do Pará
"Manter a suspensão das aulas é uma decisão difícil, porém necessária", afirmou o governo do Pará Imagem: Divulgação/Governo do Pará

Do UOL, em São Paulo

03/08/2020 14h25

O governo do Pará afirmou na manhã de hoje, em uma publicação feita em suas redes sociais, que a volta às aulas no estado só ocorrerá quando for possível "garantir que todos estão seguros" e ressaltou que o não retorno das atividades presenciais "visa a preservação da vida".

"Manter a suspensão das aulas é uma decisão difícil, porém necessária, que visa a preservação da vida dos estudantes, suas famílias e da comunidade escolar", afirmou o governo.

"As aulas presenciais só retornarão quando pudermos garantir que todos estão seguros. O governo do Pará está sempre analisando a situação do nosso estado, levando em consideração os números e a ciência", continuou.

Na publicação, o governo elencou cinco motivos para que a volta às aulas não ocorra agora no estado, sendo eles:

  1. "Mesmo com a queda dos casos de covid-19 [no estado], o momento não oferece segurança para a comunidade escolar, principalmente para crianças menores de cinco anos"
  2. "O distanciamento social ainda é uma das principais medidas de prevenção ao coronavírus, algo difícil de ser cumprido na faixa etária infanto-juvenil"
  3. "Estudos mostraram que a covid-19 em crianças pode ser assintomática ou com sintomas leves. Isso pode tornar alunos um elo de transmissão"
  4. "Gotículas geradas pela fala, espirro ou tosse permanecem no ar em ambientes fechados, tornando as salas de aula um ambiente inseguro"
  5. "Retornar, sem levar em conta essas questões, pode aumentar em muito os casos, colocando em risco os lares de alunos e professores"

Suspensas desde março devido à pandemia do novo coronavírus, as aulas no Pará estavam programadas para retornarem hoje, mas o governador do estado, Helder Barbalho (MDB), resolveu voltar atrás há cerca de três semanas.

"Estamos fazendo isso baseado em ciência e cautela, como temos feito desde o início da pandemia. A volta às aulas tem que ser algo feito com muito critério, cuidado e rigor sanitário", disse o governador na época.

A volta às aulas pelo Brasil

Na Bahia, o governador Rui Costa (PT) disse que, quando retornarem, as aulas serão realizadas de segunda a sábado, sem recesso em dezembro e até fevereiro de 2021.

No Rio de Janeiro, a Justiça negou um pedido do Ministério Público para que fosse suspensa a volta às aulas nos colégios particulares da capital a partir de hoje. Professores estão em greve desde o início de julho.

Em São Paulo, o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares, disse que a volta às atividades presenciais nas escolas da rede pública, prevista para 8 de setembro, depende do aval da pasta da Saúde.

Mais cedo, o secretário de Educação da capital paulista, Bruno Caetano, afirmou que "pode ser e é muito provável" que as aulas não voltem em setembro na cidade.