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É uma população que já circula, diz secretário sobre volta do ensino médio

Ana Carla Bermúdez e Rafael Bragança; e Allan Brito

Do UOL, em São Paulo; e Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/10/2020 13h05Atualizada em 22/10/2020 19h35

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido dos Santos, justificou hoje a volta das aulas regulares apenas no ensino médio na capital com o argumento de que esses estudantes já estão circulando em grande parte pela cidade. Os alunos desta etapa poderão voltar de forma voluntária às escolas públicas e privadas da capital a partir de 3 de novembro.

As aulas presenciais estão suspensas desde março devido à pandemia do coronavírus.

"Na realidade, a faixa etária acima de 14 anos a 19 anos já é população que está circulando na cidade, sobretudo porque parte dela trabalha", disse o secretário durante entrevista coletiva virtual realizada hoje pela Prefeitura de São Paulo. Por isso, na avaliação dele, a volta dos alunos do ensino médio para as salas de aula "não teria impacto na transmissibilidade [do coronavírus] no município".

Com a decisão da Prefeitura, a educação infantil e o ensino fundamental continuam com autorização para que sejam realizadas apenas atividades extracurriculares de maneira presencial nas escolas. Covas afirmou que fará uma reavaliação da situação ao longo das próximas semanas e que um novo anúncio será feito no dia 19 de novembro —quatro dias após o primeiro turno da eleições municipais. O prefeito é candidato à reeleição.

O anúncio de hoje foi realizado junto à divulgação dos resultados da primeira fase de um censo sorológico realizado com alunos e professores da rede municipal. O levantamento mostrou que 13,2% dos estudantes, docentes e profissionais ligados à educação já foram contaminados pelo novo coronavírus.

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou que a análise de resultados de outros inquéritos sorológicos realizados pela Prefeitura indica a necessidade de se manter apenas atividades extracurriculares para crianças de até 14 anos.

Ele mencionou dados como a alta taxa de assintomáticos entre os alunos (70%), baixa taxa de contaminação entre os professores (7%) e "expressivo" número de estudantes que moram com idosos (25%), grupo de risco para a covid-19.

Covas disse ainda que, no retorno dos alunos do ensino médio para as aulas regulares presenciais, serão priorizados o acolhimento e a realização de uma avaliação diagnóstica para medir o que os estudantes puderam aprender durante o período em que as escolas ficaram fechadas.

O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, disse que essa prova não terá caráter "punitivo" e servirá para auxiliar a Prefeitura na organização do calendário escolar, incluindo atividades de reforço.